Centro de Tênis, no Parque Olímpico da Barra, foi embargado por falta de proteção aos funcionários. Já o velódromo apresenta risco de queda dos operários na área de escavação

O Ministério do Trabalho embargou na última quarta-feira as obras do Centro de Tênis e interditaram parcialmente as obras do Velódromo, no Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro. Após vistorias na última terça, os fiscais encontraram irregularidades que colocam em "risco grave e iminente à integridade física dos trabalhadores". 

O Velódromo Olímpico, localizado n o Parque da Barra da Tijuca, está com as obras parcialmente paradas
Divulgação/Rio 2016
O Velódromo Olímpico, localizado n o Parque da Barra da Tijuca, está com as obras parcialmente paradas

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Com a determinação do Ministério do Trabalho, as obras do complexo de tênis está totalmente parada, enquanto o Velódromo apenas na área de serviço de escavação os funcionários estão impedidos de trabalhar. Apesar do contratempo, a Prefeitura do Rio de Janeiro afirma que não haverá atrasos e nem atrapalhará no cronograma das obras.

Segundo o MT, o Centro de Tênis foi embargado porque "falta de proteção contra quedas em diversos pavimentos, aberturas de piso e vãos de elevadores e escadas de acesso desprotegidos." Em nota, a Riourbe disse que "as obras nesse ponto foram suspensas até a instalação do material, o que será resolvido entre amanhã e sexta. Os demais serviços na Arena, no nível zero estão em andamento normalmente, como alvenaria, instalações."

Já na construção do velódromo, foi constatada "a ausência de proteção coletiva nos locais com risco de queda de trabalhadores" na parte de escavações e na serra circular e a betoneira do canteiro de obras. Os funcionários só serão autorizados a retomarem os serviços quando todas as pendências forem solucionadas. 

Confira a nota oficial divulgada pelo Ministério do Trabalho:

Auditores da SRTE/RJ verificaram risco grave e iminente à integridade física dos trabalhadores em obras do Complexo Olímpico e decidiram, nesta quarta-feira (29) pela interdição do serviço de escavação na obra do velódromo e embargo da obra da arena de tênis 1.

No velódromo foi verificada a ausência de proteção coletiva nos locais com risco de queda de trabalhadores, falta de acesso seguro, acúmulo de material na borda dos taludes, inexistência de projeto de escavação e falta de escoramento, além de laudo técnico que comprovasse a estabilidade dos taludes. Também foram interditados a serra circular e a betoneira do canteiro de obras.

Na arena de tênis houve o embargo total da obra, por falta de proteção contra quedas em diversos pavimentos, aberturas de piso e vãos de elevadores e escadas de acesso desprotegidos.

A empresas responsáveis pela obra foram notificadas a apresentar documentação e deverão sanear as irregularidades para que os serviços sejam liberados. Durante a paralisação dos serviços, os empregados devem receber como se estivessem em efetivo exercício.

Confira a nota oficial divulgada pela RioUrbe:

A RioUrbe esclarece que as obras do Velódromo Olímpico não estão paralisadas. Durante visita ordinária realizada nesta quarta-feira (29/04), os auditores do Ministério do Trabalho pediram melhorias na inclinação da rampa de fuga utilizada pelos operários na escavação do subsolo do velódromo. Para cumprir o pedido do MT, as atividades, nesse ponto específico, precisaram ser interrompidas. Nas outras áreas o trabalho prossegue normalmente. A solicitação será atendida até amanhã, às 13h, como estipulado pelo Ministério do Trabalho à empresa Tecnosolo Serviços de Engenharia.

Na arena de tênis, o Ministério do Trabalho emitiu notificação alertando para a falta de guarda-corpo no último andar da arquibancada para 10 mil lugares. As obras nesse ponto foram suspensas até a instalação do material, o que será resolvido entre amanhã e sexta. Os demais serviços na Arena, no nível zero estão em andamento normalmente, como alvenaria, instalações. As interrupções não impactam no cronograma de entrega das obras Olímpicas.

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