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23/09 - 19:17

Valdivia desafia 'herança árabe' para recuperar bom futebol

Chileno precisa se readaptar ao futebol brasileiro para poder mostrar jogo que o tornou ídolo no Palestra Itália

Gazeta Esportiva

Com a contratação de Valdivia, a diretoria do Palmeiras esperava a presença de um "mago" dentro de campo em um processo de reação no Campeonato Brasileiro. Mas os dirigentes já perceberam que o chileno vai demorar um tempo maior do que o previsto para recuperar o grande futebol de sua passagem anterior pelo Palestra Itália.

Nos últimos dias, Valdivia está evitando contato com a imprensa por conta da má fase, porém já demonstrou dentro do Palmeiras o incômodo pelas dificuldades encontradas no futebol brasileiro. "Ele nos falou que está impressionado com a velocidade dos atletas daqui", revela o diretor de futebol Genaro Marino.

Além da dificuldade em suportar o ritmo dos demais por 90 minutos, Valdivia é vítima de sua falta de velocidade. Acostumado a jogadas individuais, ele tem sido uma presa fácil aos marcadores. O preparador físico do Palmeiras, Anselmo Sbragia, admite que a passagem de dois anos do chileno pelo Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos, traz influências no retorno ao Brasil.

"O grande problema do futebol árabe é o dinamismo das partidas. O Valdivia não precisava se deslocar tanto para realizar as suas jogadas, o jogador sente dificuldades com a mudança de ambiente", explica o preparador físico, abordando a falta de velocidade do Mago.

No mundo árabe, Valdivia também encontrava dificuldades na questão dos treinos. No verão, por exemplo, as equipes costumam trabalhar uma vez por dia, apenas à noite - uma forma bem distinta das agremiações brasileiras.

Neste momento, as avaliações no Palmeiras mostram que Valdivia está equilibrado fisicamente, tanto aerobicamente como anaerobicamente. A expectativa da comissão técnica é que o chileno recupere a sua agilidade natural dentro das próprias partidas.

"Não podemos atropelar a evolução do jogador, por mais que ele seja importante ao Palmeiras no Campeonato Brasileiro e na Copa Sul-americana. Se forçarmos nos treinos, ele pode ter uma lesão mais grave", alerta Anselmo Sbragia.

Entre os diretores palmeirenses, apesar da ansiedade em ter a volta de um ídolo, resta apenas entender as informações fornecidas pela comissão técnica.

"Gostaríamos que o Valdivia apresentasse uma adaptação imediata, mas alguns atletas não encaixam tão rápido como ocorreu, por exemplo, com o Montillo no Cruzeiro. Em 2006, Valdivia também chegou sem jogar tão bem e foi apresentar um nível melhor a partir do ano seguinte", recorda Genaro Marino.

Outro integrante da diretoria do Palmeiras, o vice de futebol Gilberto Cipullo compactua da mesma opinião. Ele acredita, porém, que Valdivia poderá jogar um futebol melhor ainda em 2010.

"O Valdivia está dentro do que eu esperava, pois ficou dois anos em um futebol onde não se tem exigência física e técnica. Ele ainda está em processo de readaptação, é normal. Entendo que vai subir de produção esse ano e atingir o melhor no ano que vem", analisa Cipullo.

Na tarde deste sábado, Valdivia volta a defender o Palmeiras no Campeonato Brasileiro após uma preciosa semana cheia de treinos na Academia de Futebol. Ele cumpriu suspensão no triunfo alviverde diante do lanterna Grêmio Prudente por acúmulo de três cartões amarelos.


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