iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Notícia

03/10 - 17:53

Presidentes de Juventus, Lazio e Fiorentina voltam ao banco dos réus

Serão julgadas supostas irregularidades em 15 partidas do Campeonato Italiano da 1ª divisão na temporada 2004-2005

EFE

ROMA (Itália) - Um tribunal de Nápoles indiciou 25 pessoas que levará a julgamento, entre elas o ex-diretor-geral do Juventus, Luciano Moggi, e os presidentes de Fiorentina e Lazio, devido a uma nova investigação sobre esquema de corrupção no futebol descoberto há dois anos.

No novo processo, marcado para começar em 20 de janeiro de 2009, serão julgadas supostas irregularidades em 15 partidas do Campeonato Italiano da primeira divisão na temporada 2004-2005, incluindo o empate 0 a 0 entre Juventus e Milan.

Há cerca de 40 pessoas investigadas, a maioria já julgadas e punidas pelo processo anterior sobre o mesmo esquema, entre eles, Luciano Moggi, o presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Franco Carraro, e 11 árbitros.

Destes, apenas 26 enfrentarão novo julgamento, pois o Tribunal napolitano desprezou as acusações, por exemplo, a Carraro e ao ex-secretário da FIGC, Francesco Ghirelli.

Entre os acusados por fraude e formação de quadrilha, também estão Andrea Della Vale e Diego Della Vale, respectivamente presidente e proprietário da Fiorentina; Claudio Lotito, presidente da Lazio; e Pasquale Foti, presidente do Reggina.

Entre outros, também são acusados o ex-diretor-geral do Messina, Mariano Fabiani; os árbitros Antonio Dattilo, Paolo Bergamo, Massimo De Santis, Pierluigi Pairetto, e o auxiliar Marcello Ambrosino.

Milan e Juve penalizados
Há dois anos, pelo escândalo da fraude no mundo de futebol, a Juventus foi penalizada pela Justiça desportiva com a queda à segunda divisão, que iniciou com nove pontos de penalização, e a perda de dois títulos italianos.

O Milan, além de perder pontos que lhe levaram da segunda à quarta colocação da temporada 2005-06, iniciou o campeonato de 2006-07 com oito pontos a menos. A Fiorentina foi penalizada em 15 pontos, o Reggina em 11, e a Lazio em três.

As acusações neste processo são as mesmas que levaram o futebol italiano a viver o pior momento de sua história: a criação de uma cúpula formada por representantes da Federação, dirigentes de clubes e árbitros, liderada por Moggi, que se encarregava de manipular os resultados do campeonato.

A investigação foi comandada pelos promotores Filippo Beatrice e Giuseppe Narducci, que usaram para suas acusações escutas telefônicas entre Moggi e outros dirigentes.


Leia mais sobre: Campeonato Italiano corrupção no futebol

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Topo