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06/06 - 12:41, atualizada às 14:17 06/06

Fora de Pequim, Gatlin diz que continuará lutando para voltar ao atletismo
O atleta americano Justin Gatlin, que não poderá participar dos Jogos Olímpicos de Pequim pela recusa do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS, em francês) de mudar a data do início da pena de sua punição por doping, afirmou que continuará lutando para voltar às pistas.

EFE

"Continuarei lutando pelo meu direito a competir em provas de atletismo em menos tempo que os quatro anos previstos", afirmou o velocista em comunicado.

O TAS só admitiu uma reivindicação da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, em inglês) no sentido de adiar o início da pena de 25 de maio para 26 de julho - isso porque Gatlin teria atendido voluntariamente à suspensão provisória.

O americano comemorou o fato de a punição ter se mantido - a IAAF pediu que ele fosse banido, pois o considera reincidente -, mas se mostrou decepcionado pelo fato de não poder tentar o bicampeonato olímpico dos 100 metros.

"Nunca participei de um programa de doping e acho que o TAS não teria desprezado o pedido da IAAF se não achasse que não incorri em doping proposital", explica o atleta.

Todos os resultados obtidos por Gatlin desde o dia em que foi submetido ao exame antidoping, em 22 de abril de 2006, foram cancelados pelo TAS.

O velocista, atual campeão olímpico dos 100 metros e com dois mundiais no currículo - 100 e 200m, em 2005 - foi ao TAS para pedir a dedução da punição para dois anos.

A medida permitiria que ele competisse em Pequim, pois o atleta alagava que sua suspensão anterior, decretada em 2001 pelo consumo de anfetaminas, foi cancelada pela IAAF após o cumprimento de um ano do prazo.

O velocista compareceu à audiência, iniciada semana passada na sede do TAS, na cidade suíça de Lausanne. A punição de quatro anos foi definida pela Agência Americana Antidoping (Usada, em inglês).

Em 2001, Gatlin consumiu anfetaminas durante o campeonato americano júnior. Ele teve a punição aliviada porque a IAAF considerou que a substância estava num medicamento para corrigir problemas de déficit de atenção.

O velocista, atualmente com 27 anos, deu positivo por testosterona em 22 de abril de 2006, após participar de um meeting por equipes. Em janeiro passado, a Usada decretou a redução de oito para quatro anos da punição, após votação na associação americana de arbitragem.

A suspensão de Gatlin permanecerá em vigor até 26 de julho de 2010, o que pode até fazer com que ele se aposente. Em seu currículo, está até um recorde mundial dos 100m, com 9s77 durante o Meeting de Doha.

O senegalês Lamine Diack, presidente da IAAF, elogiou a postura do TAS.

"Esta resolução demonstra a determinação da IAAF para erradicar o doping de nosso esporte. Faremos de tudo para garantir isso. Não há espaço para os dopados em nosso esporte", afirmou o dirigente por meio de nota divulgada da sede do organismo, em Monte Carlo.

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