Treinador do Cruzeiro avisa que time só fica marcado com as conquistas, mesmo jogando um bom futebol

Líder do Grupo 7 da Copa Libertadores, invicto no torneio continental e primeiro lugar no Campeonato Mineiro. No começo da temporada, o Cruzeiro chama a atenção pelos resultados e pelas goleadas. Para o técnico Cuca, no entanto, o futebol vistoso não é grande coisa.

"Não adianta nada jogar bonito, e eu já tive participação em times que jogaram bem, jogaram bonito, e não ganharam nada. Fica uma lembrança, mas o trabalho é coroado com o resultado final. E a gente tem que buscar isso. Não podemos nos dar ao luxo de estar em um dia ruim", disse Cuca em declarações reproduzidas pelo site oficial do Cruzeiro.

Acima de tudo, o treinador cruzeirense quer os resultados dentro de campo. "Está jogando bem, não sei se é o mais bonito. Mas também não importa. O que importa é ganhar. A gente tem que ter essa mesma pegada, disposição, esse comprometimento que eles estão tendo, e concentração em todos os jogos", afirmou.

Em mais um compromisso pela Copa Libertadores, o Cruzeiro enfrenta os argentinos do Estudiantes na próxima quarta-feira, em La Plata. Com a vitória, o time mineiro assegura a melhor campanha entre todos os competidores da primeira fase. Apesar de jogar fora de casa, Cuca não pretende mudar o estilo de seu time.

"Eles têm jogado de maneira bem mais ofensiva em casa. Conhecemos bem a equipe deles, e nós não vamos mudar a nossa maneira de jogar. Vamos jogar da mesma forma. Lógico que cada jogo é uma história, mas esperamos fazer outro grande jogo", afirmou o comandante.

Nas fases eliminatórias da Libertadores, o compromisso com o resultado final aumenta ainda mais. "O mata-mata não premia nada que você fez no passado. Temos que ter a concentração lá em cima. Não adianta nada jogar bonito, ter o melhor futebol e não ganhar. Tem que acontecer as duas coisas juntas", reiterou Cuca.

Para o técnico, a disciplina é um dos segredos do sucesso na temporada. "Jogamos 17 partidas neste ano e nunca tivemos um jogador expulso. Temos que continuar da mesma forma, porque, se você tem um jogador a menos e perde por dois ou três gols em um mata-mata, não se recupera mais. Então, você não pode estar em um dia ruim", encerrou.

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