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Dirigente diz que pode buscar substituto de Conca no mercado sul-americano, mas evita falar em nomes

Depois de muita espera, finalmente o Fluminense apresentou nesta terça-feira, nas Laranjeiras, seu novo diretor executivo de futebol. Apresentado pelo vice-presidente do departamento, Sandro Lima, Marcelo Teixeira concedeu sua primeira entrevista coletiva e falou sobre reforços, centro de treinamento e relação com o patrocinador, entre outros assuntos. Como o tempo é curto e o mercado brasileiro escasso, o novo dirigente tricolor admitiu que o substituto de Conca , uma de suas prioridades imediatas, pode vir do futebol sul-americano.

“Recentemente o Fluminense teve a perda de um grande jogador em campo e de um ídolo fora dele, que era o Conca. Temos que buscar a reposição, tanto do atleta como do ídolo. Sabemos que existem grandes jogadores no Brasil e também no restante da América do Sul. Recentemente temos acompanhado o sucesso dos argentinos no país. É um mercado bem interessante”, disse.

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Coordenador de Xerém de 2002 a 2007, período mais vencedor das categorias de base do Fluminense, Marcelo Teixeira volta ao clube após passar os últimos quatro anos trabalhando como observador técnico do Manchester United, na América do Sul. De volta para casa, o dirigente espera dar atenção especial as promessas do clube e fazer um mapeamento de jogadores entre 15 e 30 anos.

“No Manchester eu tinha essa responsabilidade. Temos grandes valores lá fora e ainda os brasileiros que saíram há pouco tempo e já querem voltar. Uma de minhas grandes metas no departamento de futebol é fazer esse mapeamento. Tenho experiência nessa área e já fiz o levantamento de muitos jogadores entre 15 e 30 anos enquanto trabalhava no Manchester. Queremos que os jogadores formados em Xerém dêem retorno técnico para o clube e, se possível, se tornem ídolos da torcida antes de serem vendidos”, explicou.

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Confira os principais trechos da entrevista

Reforços
“Recentemente o Fluminense teve a perda de um grande jogador em campo e de um ídolo fora dele, que era o Conca. Temos que buscar a reposição, tanto do atleta como do ídolo. Temos o Fred que está se destacando na Seleção, mas queremos repor a perda do Conca. Só não posso falar em nomes agora. Isso é com o Sandro Lima (vice de futebol), com o presidente Peter Siemsen e com o Celso Barros (presidente da Unimed), que já vinham trabalhando em diferentes frentes. Agora minha participação é pequena, já que não estou a frente de nada. Falar sobre isso é até injusto com quem está tocando as negociações”

Relação com o patrocinador
“Tem que ser a melhor possível. A Unimed é nossa parceira estratégica. Ela está no clube há 13 anos. Começou a parceira quando o clube estava na Série C e hoje proporciona ao Fluminense disputar todos os títulos e ter ídolos. Comecei a trabalhar na última quinta-feira e já estive na sede da empresa três vezes. Vamos sempre estar nos relacionado para trabalhar em conjunto e trazer grandes jogadores para o Fluminense”

Abel Braga
“Eu tive a oportunidade de conversar com o Abel algumas vezes. Me apresentei, falei um pouco da minha história no Fluminense e no Manchester. Pensamos nele para um projeto a longo prazo, mas sabemos que isso é um desafio para o futebol brasileiro. Temos um treinador de ponta, nota dez e de diálogo. Nós trocamos informações e já comecei a apresentar para ele ideias e sugestões do que vamos construir daqui para frente”.

Centro de Treinamento
“Sabemos que o presidente Peter Siemsen está empenhado nessa questão e espero que o projeto aconteça o mais rápido possível.Nesse primeiro momento eu não vou me envolver, mas quando estiver fechado será uma das minhas atribuições no clube. Vou ser uma espécie de administrador do CT. Sabemos que não vamos receber um local pronto e caberá a mim montar toda a estrutura e fiscalizar a presença de funcionários, jornalistas e de qualquer pessoa que freqüentar o CT”.

Categorias de base
“Eu trabalhei no clube numa época em que o Fluminense revelava muitos jogadores. Vamos voltar a investir na base e queremos que os jogadores formados em Xerém dêem retorno técnico para o clube e, se possível, se tornem ídolos da torcida antes de serem vendidos. A intenção é mudar um pouco da filosofia ”.

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