Barco da equipe chinesa Dongfeng, que brigava pela liderança, teve seu mastro principal quebrado e precisará parar para reparos antes de chegar ao porto de Itajaí (SC), final da etapa

A segunda-feira foi uma das mais agitadas da história da Volvo Ocean Race com a quebra do mastro do barco chinês Dongfeng Race Team e a informação de que as primeiras equipes contornaram o Cabo Horn, ponto chave da quinta etapa da Volta ao Mundo. A perna, entre a Nova Zelândia e o Brasil, é a mais longa e desgastante da competição, com mais de 12 mil quilômetros de regata.

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Nas primeiras horas da madrugada, a organização da Volvo Ocean Race recebeu o aviso da quebra do mastro do Dongfeng. O barco chinês disputava a liderança da etapa contra o Team Alvimedica, mas foi obrigado a parar por causa do problema. A tripulação foi surpreendida por um estalo forte. Era o mastro que havia se quebrado. Ninguém se feriu a bordo.

O comandante Charles Caudrelier disse que o mastro quebrou do nada com cerca de 30 nós de vento. "Não somos capazes de navegar em segurança. Precisamos agora avaliar como vamos chegar em Itajaí".

O plano agora do Dongfeng é seguir para o Ushuaia, na Argentina, para tentar estabilizar a embarcação antes de voltar para o caminho até Itajaí, em Santa Catarina, parada final da quinta etapa. Essa estratégia é fundamental para a equipe, que lidera o campeonato ao lado do Abu Dhabi. Eles devem perder seis pontos pelo sexto lugar e não oito pela desistência.

Os barcos devem chegar em Itajaí durante o feriado de Páscoa. A Vila da Regata na cidade catarinense abre na próxima sexta-feira (4).

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