Sete barcos partem de Alicante, na Espanha, para a regata de Volta ao Mundo. Brasil terá parada em Itajaí, em abril de 2015

Barcos da Volvo Ocean Race partem de Alicante, na Espanha, neste sábado
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Barcos da Volvo Ocean Race partem de Alicante, na Espanha, neste sábado

Sem luxo algum, sete barcos partem neste sábado de Alicante, na Espanha, para a principal regata de Volta ao Mundo, a Volvo Ocean Race. Serão 71.745 quilômetros percorridos pelos mais perigosos mares durante nove meses de disputa. A largada está marcada para às 9h (horário de Brasília) e poderá ser acompanhada pelo site da Volvo Ocean Race

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A regata terá uma parada no Brasil. Em abril de 2015, a cidade catarinense de Itajaí receberá os milionários barcos da Volvo Ocean Race. Além da parada brasileira, a Volvo Ocean Race terá outras etapas. A primeira está ocorrendo em Alicante, na Espanha. A sequência de países visitados será a seguinte: África do Sul, Emirados Árabes Unidos, China, Nova Zelândia, Brasil, Estados Unidos, Portugal, França, Holanda e Suécia.

O País será representado por dois velejadores. O atleta olímpico André 'Bochecha' Fonseca está escalado para velejar no MAPFRE. Bochecha é de Florianópolis. "A Volvo Ocean Race é uma regata especial. Só os melhores e mais bem preparados conseguem vencer. Estou bastante concentrado para esse desafio", contou.

A primeira parada da regata de Volta ao Mundo acontece em Alicante na Espanha e reúne fãs da vela
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A primeira parada da regata de Volta ao Mundo acontece em Alicante na Espanha e reúne fãs da vela


Outro brasileiro na Volvo Ocean Race é Joca Signorini. Ele será o treinador do time feminino do Team SCA e disputou as últimas três edições, sendo campeão, ao lado de Torben Grael, em 2008-09. "A recepção que vamos ter no Brasil será especial. Peço aos fãs da vela que dividam a torcida entre o Bochecha no MAPFRE e o Team SCA".

O Brasil também tem uma brasileira de coração na regata: Carolijn Brouwer do Team SCA. A holandesa morou quase 10 anos no Rio de Janeiro, aprendendo a modalidade na Baía de Guanabara. "Foi em Niterói que comecei a velejar. Tinha a família Grael como referência. O Brasil tem ótimos atletas que estão até hoje fazendo a modalidade crescer. Será especial pra mim chegar com o time feminino em Itajaí", disse Carolijn Brouwer em perfeito português.

A primeira etapa
Antes de chegar a Itajaí, os barcos terão a primeira etapa, que parte de Alicante, na Espanha, com destino a Cidade do Cabo, na África do Sul. Serão aproximadamente 12 mil quilômetros pelo Mediterrâneo e o Atlântico. Numa conta simples, o trajeto representará 17% de toda a competição. A previsão é de, pelo menos, 23 dias de travessia. "A primeira etapa é sempre uma das mais difíceis. Vamos pegar menos vento, segundo a previsão, e estaremos ainda aprendendo a entender o funcionamento do barco", comentou o campeão olímpico Iker Martínez, comandante do espanhol MAPFRE.

O desgaste pelas mais de 550 horas de velejada gera uma perda média diária de 6.000 calorias por atleta. E não há nada de luxo a bordo, pois o peso da embarcação faz a diferença na navegação. Cada velejador leva apenas uma bolsa com pouca roupa, produtos de higiene pessoal e mais nada. Contato com o mundo exterior será quase raro. "Nós treinamos seis meses para esse desafio e a hora chegou", contou Ian Walker, comandante do Abu Dhabi.

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