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Técnico de Isinbayeva critica estrutura, mas cogita trabalhar no Brasil

A partir de 2012 não devo trabalhar mais com a Isinbayeva, então pode ser que eu me dedique mais ao Brasil até 2016, comentou Vitaly Petrov

Gazeta Esportiva |

Ele é o técnico responsável pelo desenvolvimento das duas maiores estrelas da história do salto com vara, Sergey Bubka e Yelena Isinbayeva, recordistas mundiais da prova. E possui uma estável relação com o Brasil, país que visita desde 2001. Pois esta ligação pode ficar ainda mais forte, visto que Vitaly Petrov não descarta trabalhar mais próximo dos atletas do país a médio prazo.

"A partir de 2012 não devo trabalhar mais com a Isinbayeva, então pode ser que eu me dedique mais ao Brasil até 2016", comentou o treinador, que está em São Paulo para ministrar uma clínica ao lado do técnico de Fabiana Murer, Elson Miranda. "Venho todo ano neste período para ajudar a começar a pensar nos treinos da próxima temporada, que tem o Mundial, mas também nas Olimpíadas", destacou.

O desafio até lá é mudar a infra-estrutura dos treinamentos, ponto baixo apontado por Vitaly. "Nós vemos muitos talentos no país, mas é ruim ter apenas um técnico (Elson) com tantos atletas. É importante ter mais estrutura, mais locais para trabalhar. Aqui também está distante da cidade. Lá fora, os atletas praticamente moram nos centros de treinamento. Tem muita coisa a ser desenvolvida", declarou o russo, que, a despeito de eventuais dicas para outros saltadores, trabalha exclusivamente com Isinbayeva.

Petrov permanece no Brasil até sábado, mas não perde o contato com os brasileiros. Sempre que julga necessário, Miranda não hesita em se comunicar com o russo para tirar dúvidas e montar treinamentos.

"Para mim, ele é o melhor técnico que já existiu. Ele foi o divisor de águas do que se fazia antes do Bubka e depois", elogiou o brasileiro, que se orgulha de ser um pupilo do estrangeiro. "Ele sabe que vou continuar fazendo o trabalho dele aqui, é como se fosse a marca dele no Brasil", destacou.

Se Fabiana já está acostumada a treinar com Petrov, já que além das visitas anualmente passa semanas na Itália ao lado do russo e de Isinbayeva, quem começa a aproveitar os conselhos do mestre é o jovem Thiago Braz, de 16 anos e dono da medalha de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude, realizados este ano em Cingapura.

"O Bubka estava lá e depois veio me dizer que tinha visto o meu trabalho naquele garoto", comemorou o treinador, lembrando que quando tinha 16 anos, Sergei saltava 4,80 m. Thiago, que tem a mesma idade, já salta 5,10 m. "Não posso dizer que o Thiago é um talento porque ele tem que trabalhar e aí a gente vai ver se ele é talentoso mesmo", brincou.

Criticada pela falta de força física, Murer também ganhou a sua dica neste início de trabalho visando 2011. "A gente treinou hoje de manhã e ele disse que gostou do que viu, mas que quer que eu fique mais tempo na vertical depois da decolagem, antes de virar de ponta cabeça", destacou.

Dando dicas às adversárias, Petrov só espera não ver nas Olimpíadas de Londres e no Mundial de Daegu, entre agosto e setembro do ano que vem, o mesmo resultado do Mundial Indoor, quando uma desconcentrada Isinbayeva perdeu o pódio e acompanhou Murer ficar com a medalha de ouro. "Trabalho para duas medalhas, mas eu prefiro ver a Yelena na frente e o Élson prefere ver a Fabiana", brincou o russo, lembrando que um terceiro título seguido de Isinbayeva seria um "grande feito", sem precedentes na história da modalidade.

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