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Scheidt critica Isaf por tentar transformar vela à força

Campeão mundial da classe Star diz que entidade procura atrair mídia com barcos rápidos e para jovens atletas

iG São Paulo |

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Após ver sua classe Star ameaçada de ficar fora dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, o velejador Robert Scheidt criticou a Isaf (sigla em inglês para Federação Internacional de Vela). O campeão mundial da categoria em 2007 diz que a entidade segue uma tendência de priorizar barcos rápidos e atletas jovens com o intuito de atrair mais atenção da mídia. E quem paga o preço por isso são os velejadores veteranos.

"A Isaf está buscando transformar a vela ao colocar barcos que sejam rápidos, para jovens, e atraiam atenção da mídia. Tirar a Star [das Olimpíadas] é um erro tremendo. Ela é o caminho natural para você dar sequência na carreira olímpica", afirmou Scheidt.

Gazeta Press
Scheidt tem até maio de 2011 para convencer Isaf a manter classe Star nos Jogos

Há uma semana votação na Isaf excluiu, em primeira instância, a classe Star dos Jogos do Rio. A decisão prejudica não somente Scheidt, mas também o campeão olímpico e mundial Torben Grael. "[A Star] não é uma classe para o velejador ter mais longevidade. A meu ver, o melhor velejador não é aquele com melhor parte física somente. A parte mental, análise do vento e da tática, é fundamental também. Se você tirar isso, acaba com grande parte do jogo", disse Scheidt.

Barcos mais rápidos como o Laser, por sua vez, dependem menos da tática mental e mais do físico dos competidores. "O Star é um barco mais técnico, com número grande de regulagens. Você tem que adaptar muito o barco à vela e ao peso da tripulação. O Laser é muito simples, não tem diferença um para o outro. O que vale muito é 'hora de voo'. Você estar em cima do barco e velejar com uma técnica melhor", explicou Scheidt.

A decisão sobre a participação ou não da classe Star nas Olimpíadas de 2016 será tomada em maio do ano que vem. Na última semana, ela foi retirada por 19 votos a 16 e foi definido que a modalidade terá no Rio 10 disciplinas, ao contrário da 11 em vigor até 2008. Uma das soluções apresentadas por Scheidt é a permanência da Star por meio da redução do número de participantes das demais categorias.

Contradição
Uma das justificativas da Isaf para a possível exclusão da classe Star do programa olímpico é querer barcos velejando com atletas com diversidade de biotipos. Robert Scheidt, porém, explicou que sua categoria é uma das únicas que atendem justamente a esse quesito. "Eles (Isaf) querem um barco que atenda vários biotipos, não só para pessoas com 60, 70 quilos. E o Star atende", disse o velejador. "Fora a Finn, é o único barco em que alguém pode velejar com mais de 85 quilos".

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