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Estou convencido de que ele é um ciclista limpo, disse o ex-atleta Bjarne Riis, comandante da Saxo Bank

Campeão da Volta da França na pista, o espanhol Alberto Contador foi flagrado no doping logo depois da vitória na competição. O diretor de sua nova equipe, no entanto, confia na absolvição do atleta, tricampeão da competição pelo time cazaque Astana, e que mudou de agremiação para a temporada 2011, indo para a ex-rival Saxo Bank.

Bjarne Riis, ex-ciclista dinamarquês, mostrou ter plena confiança na liberação de seu novo comandado, garantindo a sua inocência. "Acredito que ele será absolvido. Estou convencido de que ele é um ciclista limpo. Por isso creio na veracidade de sua explicação para o caso", contou, em entrevista ao diário dinamarquês "Politiken".

Contador foi flagrado pelo uso de clombuterol, dilatador dos brônquios, e que ajuda a aumentar a massa muscular e reduzir os níveis de gordura. O atleta alegou que a substância é encontrada na carne vendida na Espanha, e inclusive foi defendido por uma empresa espanhola, mas a UCI (União Ciclística Internacional) ainda não se pronunciou.

Riis, no entanto, tem em seu histórico toda uma carreira de doping. O ex-atleta reconheceu, na mesma entrevista, que a única saída para um atleta, em sua época, era se dopar para conseguir melhores resultados - ele contou ter utilizado EPO (Eritropoietina) entre 1993 e 1998, e Cortisona durante toda a carreira, além de ter gastado até 134 mil euros (R$ 316,5 mil) com substâncias dopantes durante a carreira de atleta.

"Se você quisesse estar na briga por melhores posições e bons contratos, não teria outro caminho. Todos sentiam que não havia outra opção, eu também, Por isso não tinha nenhum sentimento de culpa", contou.

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