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Presidente do COB diz que cronograma para Rio 2016 está em dia

Carlos Arthur Nuzman prometeu que não haverá atraso e disse que o Brasil tem 47% dos palcos esportivos necessários concluídos

EFE |

O presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Carlos Arthur Nuzman, disse nesta terça-feira que o cronograma de obras para os Jogos Olímpicos de 2016 está em dia, e que o orçamento do evento não sofrerá um grande aumento, como ocorreu com o dos Jogos Pan-Americanos de 2007.

"O comitê organizador está absolutamente em dia com a preparação dos Jogos, estamos seguindo toda a programação do Comitê Olímpico Internacional", afirmou o dirigente em entrevista coletiva.

Nuzman também afirmou que o Brasil organizará uma excelente Copa do Mundo em 2014, apesar de, segundo algumas autoridades, existirem várias obras atrasadas em aeroportos, estádios e infraestrutura em geral.

O presidente do COB afirmou que as obras que o Rio de Janeiro está preparando para a Copa serão um legado para os Jogos Olímpicos, por isso tudo está sendo concluído conforme o planejado para o evento em 2016.

"Além disso, como utilizaremos todas as instalações que foram construídas para os Jogos Pan-Americanos de 2007, temos praticamente 47% dos palcos esportivos necessários concluídos", declarou.

Entre as instalações construídas para o Pan e que serão aproveitadas nas Olimpíadas, ele citou o Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão), onde serão disputadas as competições de atletismo, e o Parque Aquático Maria Lenk, que servirá como sede para as competições de polo aquático e saltos ornamentais.

Apenas 28% dos locais das competições esportivas necessárias para os Jogos Olímpicos de 2016 têm que ser construídos, e os 25% restantes correspondem a instalações temporárias, como as arquibancadas que serão erguidas em dois setores do Engenhão e a arena para o vôlei de praia, em Copacabana.

Segundo o dirigente, está previsto que o Comitê Organizador desembolse US$ 2,8 milhões e que o setor público gaste US$ 11,6 milhões em obras para os Jogos Olímpicos de 2016.

Nuzman acrescentou que o orçamento original será modificado devido à necessidade de alguns ajustes, como a inclusão dos investimentos necessários para as instalações de rugby e golfe, modalidades que não estavam previstas e foram incluídas posteriormente aos Jogos Olímpicos do Rio. "O orçamento definitivo dos Jogos será anunciado em breve, ao mesmo tempo e em conjunto com o do próprio Comitê Olímpico Internacional", afirmou.

Nuzman admitiu que ainda há processos em andamento em tribunais de contas por causa de recursos públicos utilizados no Pan muito superiores aos que tinham sido aprovados inicialmente, e atribuiu o aumento das despesas a mudanças substanciais nos projetos.

"Nós fomos sede dos Jogos Pan-americanos com um projeto modesto. Depois que vencemos, advertimos os governos (nacional, regional e municipal) que se desejássemos ter também os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, teríamos que mudar o conceito do projeto do Pan", afirmou.

"E o novo projeto exigia grandes mudanças na infraestrutura dos Jogos. Por exemplo, para o atletismo, tínhamos proposto uma modesta instalação temporária com 10 mil lugares, e a transformamos no Estádio Olímpico João Havelange, que tem 45 mil lugares e será a sede do atletismo nos Jogos de 2016", acrescentou.

O dirigente disse também que o pagamento de despesas muito mais elevadas que o planejado para um evento esportivo não é um problema exclusivo do Rio de Janeiro. "Se compararmos o que estava no dossiê da candidatura de vários dos últimos Jogos Olímpicos e o resultado final veremos grandes diferenças. Basta ver o último balanço que foi divulgado por Pequim (2008) há duas semanas, informando que o resultado do custo dos Jogos foi de US$ 70 milhões, enquanto o orçamento da candidatura era muito menor", disse.

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