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Por Star no Rio-16, Robert Scheidt propõe diminuição de outras classes

Brasil tem cinco medalhas olímpicas e três títulos mundial na mais tradicional categoria da vela

iG São Paulo |

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Referência dentro da raia, Robert Scheidt resolveu fazer fora dela o papel de líder sindical da classe Star. O velejador brasileiro afirmou nesta terça-feira que os atletas irão propor à Isaf (sigla em inglês de Federação Internacional de Vela) uma diminuição do número de participantes em outras classes para que a Star possa ser comportada e seguir no programa olímpico, que limita a quantidade de competidores por modalidade. A entidade decidiu na semana passada, em primeira instância, excluir a classe de Scheidt, Torben Grael e outros medalhistas brasileiros dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

"Será mais um lobby que a classe terá que fazer frente aos delegados que vão votar. Se todas [as classes] diminuírem um pouco [o número de competidores], haveria condições de colocar os 32 competidores da Star", disse Scheidt. Se a reivindicação não surtir efeito, a vela contaria a partir de 2016 com 10 categorias, e não mais 11 ¿ número em vigor até os Jogos de Pequim, em 2008. Para Londres, em 2012, serão 10, mas a Star está garantida.

Gazeta Press
Robert Scheidt conta com lobby do COB para conseguir reverter decisão da Isaf

A pressão dos atletas será baseada no que a classe Star representa para as Olimpíadas ¿ está nos Jogos desde 1932. "É o barco mais antigo, no qual as maiores estrelas velejaram ou velejam. Os campeões da Laser e da Finn vão para a Star", afirmou o iatista. "São regatas disputadíssimas, decididas metro a metro".

A definição oficial da Isaf, cuja cúpula decidiu pela exclusão por 19 votos a 16, será tomada apenas em maio de 2011. Até lá, o atleta espera contar também com a pressão do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) sobre o COI (Comitê Olímpico Internacional). "A palavra final é do COI e o COB deve ajudar. A classe Star já saiu em 1997 e voltou no ano seguinte para os Jogos de Sydney, em 2000", falou Scheidt. "Para o Brasil, sai a Star das Olimpíadas e se perde metade do interesse pela vela. Uma disciplina que trás cinco medalhas nos últimos seis Jogos não pode sair agora".

Torben Grael e Marcelo Ferreira foram campeões olímpicos nos Jogos de 1996, em Atlanta, e 2004, em Atenas. Ambos ainda conquistaram uma medalha de bronze em 2000, em Sydney. Grael tem outro bronze (Seul, em 1988) ao lado de Nelson Falcão. Nos Jogos de Pequim, em 2008, Robert Scheidt e Bruno Prada ficaram com a prata.

Em Mundiais, o Brasil tem três títulos: em 1989, com Alan Adler e Nelson Falcão, em 1990, com Torben Grael e Marcelo Ferreira, e em 2007 com Scheidt e Prada.

Site oficial
Scheidt e Prada comemoram medalha de prata nos Jogos de Pequim, em 2008

Procurado pelo iG, o presidente do COB Carlos Arthur Nuzman, por meio de sua assessoria, se colocou à disposição para ajudar na manutenção da classe Star no programa dos Jogos de 2016. No entanto, estratégia e forma de ação serão anunciadas no momento oportuno.

Segundo o velejador, a opção pela retirada da classe Star vai além da diminuição do número de participantes desejada pelo COI. "Houve mudanças radicais nas seleções das disciplinas. É um critério extremamente político, existem vários subcomitês que enviam propostas", disse Scheidt. Países da Ásia e da Oceania, que têm pouca tradição nesta categoria, foram favoráveis à exclusão.

O alto custo do barco também foi determinante. Um Star custa cerca de 50 mil euros, enquanto um Laser pode ser adquirido por sete mil. "Mas para o que o Star oferece, o preço é este mesmo. O preço aumentou por causa da tecnologia envolvida. O Laser não poderia custar mais de dois mil euros, mas é mais caro por causa de monopólio", explicou o iatista, que criticou o desejo da Isaf de colocar barcos mais velozes na disputa. "A Classe Star é mais tática. Regatas mais rápidas viram loteria".

Outra alternativa para ter a Star no Rio, mas praticamente impossível na visão do próprio Scheidt, é a substituição de uma das 10 disciplinas já aprovadas pela Star.

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