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Por futsal no Rio 2016, dirigente espanhol aposta em integração com brasileiros

O futebol de salão encarna os valores olímpicos e tem um perfil vistoso, dinâmico, afirmou Javier Lozano, ex-técnico da Espanha

Gazeta Esportiva |

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Presidente da Liga Espanhola de futsal, Javier Lozano está no Brasil a fim de firmar acordos com a CBFS (Confederação Brasileira de Futebol de Salão) e promover o esporte pelo mundo. O objetivo é alcançar o velho desejo dos salonistas, que é figurar no programa olímpico.

"Este é um sonho de todos nós. Infelizmente ainda não conseguimos, mas creio que estamos no caminho e, no fim, o futsal vai ter que estar nas Olimpíadas. Trata-se de um esporte praticado em todo o mundo, por diversos setores, como homens, mulheres e crianças. Encarna os valores olímpicos e tem um perfil vistoso, dinâmico", comentou o dirigente.

AE
No Grand Prix 2010, a Espanha bateu o Brasil na final, mesmo com Falcão em quadra


Questionado se é possível o sonho se realizar já nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, o espanhol se mostrou otimista, apesar de em outubro do ano passado, o COI (Comitê Olímpico Internacional) ter anunciado a inclusão do rugby e do golfe nos Jogos. Teoricamente, isto eliminaria as chances do futsal, mas o esporte pleiteia entrar nas Olimpíadas como um derivado do futebol, da mesma forma que o vôlei de praia foi incluído com base na força do vôlei.

"Tomara que isto aconteça, por justiça. Com todo respeito a todos os esportes, mas não é justo que o futsal ainda não seja olímpico", lamentou.

Esta noite, Lozano se dirige a Fortaleza a fim de se encontrar com o presidente da CBFS, Aécio de Borba Vasconcelos. "A filosofia é dar um impulso no futsal em todo o mundo. Somos duas forças e temos que ser líderes estratégicos e políticos dos mais fracos. É nossa responsabilidade", avisou.

Entre as possibilidades para se explorar o potencial da modalidade, está a realização de partidas entre times brasileiros e espanhóis. "Essa é uma das coisas que desejamos, ter mais intercâmbio. Talvez um jogo entre o campeão brasileiro e o campeão espanhol, com uma grande ação de marketing", adiantou.

AE
Com rugby e golfe no programa olímpico, a entrada do futsal ficou mais difícil

Rivalidade
Antes de assumir a presidência da Liga Espanhola, em setembro de 2009, Lozano foi técnico da seleção espanhola. Ele, aliás, era o comandante da equipe ibérica que causou dois dos maiores traumas no futsal brasileiro: a derrota na final da Copa do Mundo de 2000, na Guatemala, e a eliminação na semifinal de 2004, em Taiwan.

"A princípio queríamos parecer com o Brasil, mas nos demos conta que assim só seríamos uma cópia e a cópia nunca iria vencê-los", comentou o ex-treinador, antes de explicar as causas da mudança. "Agora, nosso futsal é muito organizado, muito tático, em que sabemos o que fazer, como e quando. Além disso, nossos jogadores só se preocupam em jogar, pois têm toda a estrutura. Eles não se preocupam mais com outras coisas", comemorou.

A quebra da invencibilidade de 163 partidas do Brasil na decisão do último Grand Prix, quando a Espanha triunfou por 2 a 1, também foi bastante comemorada pelo dirigente. "Foi um impulso de auto-estima para o futsal espanhol", analisou Lozano, se referindo à decisão da Copa do Mundo de 2008, vencida pelo Brasil nos pênaltis. "Sem dúvida, é a maior rivalidade do futsal hoje", emendou.

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