Cielo vê "ameaça" para seu recorde nos 100 m livre e crê em evolução do Brasil

Por Aretha Martins - iG São Paulo |

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Nadador aposta em melhor campanha da natação do país em 2016, não prevê dificuldades em renovação e acha que logo alguém vai bater a sua marca mundial nos 100 m livre

Aretha Martins/iG
Cesar Cielo exibe os ouros nos 50 m livre e nos 50 m borboleta do Campeonato Mundial

A natação do Campeonato Mundial de esportes aquáticos disputado em Barcelona na semana passada viu quebra de recordes mundiais apenas entre as mulheres. No masculino, Cielo conquistou o tri nos 50 m livre com a melhor marca do ano, de 21s32, e foi um dos destaques. Ainda assim, não chegou ao recorde mundial da prova, que também é seu (20s90). Para ele, os maiôs ainda contribui para as mulheres.

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“A diferença entre os homens e as mulheres é que elas ainda têm o traje até o pescoço e isso ajuda nos resultados, pela compressão”, afirma Cesar Cielo em coletiva nesta quarta-feira em São Paulo.

Ele ainda defende os homens também estão melhorando e que logo alguns recordes vão cair, como uma marca sua. “O Magnunssen está nadando bem e acho que o meu recorde dos 100 m livre não tem muito tempo de vida”, comenta o nadador.

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Ele se refere ao australiano que venceu a distância no Mundial em Barcelona e é dono da melhor marca do ano, com 47s53. O recorde mundial de Cielo é de 46s91, conquistado no Mundial de Roma, em 2009, quando os trajes tecnológicos ainda eram permitidos. Agora, homens só podem nadar de bermuda e não mais com o maiô completo como naquela época.

Para Cielo, a primeira marca masculina na era sem os “super maiôs” a ser batida será nos 400 m livre, com Yang Sun. “O chinês está em outro nível e acho que ele derruba a marca”, aposta.

2016 com a melhor campanha para o Brasil

Cesar Cielo ainda aposta na evolução da natação brasileira. “O grupo da natação evoluiu muito, a mentalidade ficou mais agressiva e o pessoal está querendo mais, não necessariamente inventando qualquer desculpa para qualquer performance que seja a esperada”, assegura o atleta.

Leia ainda: Campanha no Mundial pode diminuir importância do Pan na natação brasileira

Divulgação/CBDA
Etiene Medeiros ficou em quarto lugar nos 50 m borboleta no Mundial de Barcelona

Ele ainda vê uma próxima geração já despontando nas piscinas. “Dentro do nosso esporte tem muita gente nova e gente preparada para ganhar. Tem o Marcelo (Chierighini), a Etiene (Medeiros). Vejo um futuro muito bom. Acho que a natação vai se manter no topo e a gente não vai ter o processo de buscar aquele novo nome, acho que a gente já está preparado para o processo de renovação”, comenta.

Ele também pode ser um exemplo nas piscinas. “Eu estou tentando mostrar que a gente não precisa ficar em segundo, terceiro ou quarto. E tem mais gente como exemplo. O Thiago (Pereira) conseguiu as medalhas nove anos depois da primeira tentativa e isso mostra que perseverança é uma grande qualidade”, diz o nadador.

Para Cesar Cielo, uma mostra da evolução do Brasil é a maneira como os nadadores do País são vistos nas competições. “Tem gente já olhando torto, vendo que os brasileiros estão chegando mais espertos nas competições. Espero que até 2016 só melhore. No grupo de nadadores, essa geração nova está muito mais bem preparada do que a de antes. Tem tudo para que 2016 seja a melhor campanha do Brasil”, afirma.

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