Publicidade
Publicidade - Super banner
Mais Esportes
enhanced by Google
 

Marilson reclama de frio e vento, mas se diz satisfeito com sétimo lugar

Fundista brasileiro disse não ter se surpreendido com a vitória do etíope Gebre Gebrmarian, estreante em maratonas

Gazeta Esportiva |

O brasileiro Marilson Gomes dos Santos chegou a Nova York como um dos favoritos ao título da maratona local, mas acabou com o sétimo lugar, quase três minutos e meio atrás do vencedor, o etíope Grebe Gebrmarian. Ainda assim, ele se disse satisfeito com o resultado. "Eu estava bem preparado e segui até o fim brigando por posição. O resultado foi bom sim, estou feliz", comentou Marilson, que venceu a prova em 2006 e 2007.

De acordo com o fundista, as condições climáticas o atrapalharam na disputa. "A partir do km 30 tive dificuldades com o frio. O vento no rosto era tão forte que eu não podia respirar direito", explicou o atleta, que correu a prova pela sexta vez. "Das vezes em que eu corri aqui, esta foi a prova mais fria", afirmou.

Técnico de Marilson, Adauto Domingues também fez uma avaliação positiva do desempenho do brasiliense. "Ele estava bem na prova, mas sentiu mesmo o frio que, durante a corrida, oscilou entre seis e sete graus, mas com vento e sensação térmica de um, dois graus. Mas ele fez uma prova regular. Foi ultrapassado pelo Meb Keflezighi a 800 metros da chegada. É lógico que o objetivo era ganhar, mas a prova é competitiva e é bom ver que o nosso trabalho está no caminho certo. Mas neste grupo de fundistas, qualquer um pode vencer. Quem sabe nossa vez não será em Londres/2012?", analisou.

O fundista brasileiro disse ainda não ter se surpreendido com a vitória do etíope Gebre Gebrmarian, de 26 anos, um estreante em maratonas. "Aqui acontece de tudo, nada disso é surpresa", justificou.

Os 42 quilômetros e 195 metros do percurso da Maratona de Nova York passam por cinco bairros da cidade - Staten Island, Brooklyn, Bronx, Queens e Manhattan. E a prova deste ano teve 45 mil atletas inscritos. Marílson Gomes dos Santos largou no pelotão de elite, com temperatura de quatro graus, e seguiu com os líderes.

O brasileiro estava com o pelotão dianteiro nas imagens que mostraram o percurso nos 10 km, após 32 minutos de corrida. Continuava no pelotão, bem perto do recordista mundial e estrela da prova, o etíope Haile Gebrselassie, que chegou a liderar quando a prova atingiu os 20 km e o tempo de 1h04min - na classificação, aparecia em quinto.

Um pouco mais à frente, no km 23, já completada metade da prova, o pelotão dianteiro continuava compacto, com os fundistas se revezando nas primeiras colocações. A classificação no momento mostrava Marílson em sétimo, com Haile Gebrselassie, o queniano Emmanuel Mutai e o americano Meb Klefezighi nas três primeiras posições. No km 27, Marílson apertou o ritmo, deu um sprint e foi à frente, levando com ele um pelotão de africanos e provocando uma reação, com novo sprint, do queniano Emmanuel Mutai, que passou a liderar a prova.

No quilômetro 30, a imagem dos líderes mostrava apenas quatro competidores - Mutai, o etíope Gebrmarian, o marroquino Abderrahine Bouramdane e o queniano James Kwumbai. Mas Marílson, um pouco mais atrás, ocupava o quinto lugar. O pelotão compacto quebrou e fundistas como o etíope Haile Gebrselassie, bicampeão olímpico dos 10 mil metros e recordista mundial da maratona, e o americano Meb Klefezighi, campeão de Nova York em 2010, ficaram para trás.

A partir do km 30 Marílson ocupou entre a quinta e a sétima posições. Com duas horas de prova, no km 39, Gebrmarian seguia na frente e Marílson estava em quarto, a dois minutos do líder, mas acabou perdendo três posições na reta final da prova.

 

Leia tudo sobre: outros esportes - atletismo

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG