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Em Mococa, promessa do judô não descarta retomar treino de alto nível

Jovem de 16 anos tomou a decisão de abandonar projeto após ser vítima de trotes violentos em Centro de Excelência Esportiva

Gazeta |

Vítima de trotes violentos no Centro de Excelência Esportiva, Lucas Gongora Ribeiro, 16 anos, tomou a decisão de abandonar o projeto em São Paulo consciente de que a medida implica em uma drástica redução das chances de tornar-se um judoca de alto nível. De volta a Mococa, sua cidade natal, ele procura manter a forma física e não descarta a possibilidade de retornar ao esporte competitivo se receber convite de algum clube.

"Aqui em Mococa eu treino uma hora e meia só. Não tem gente da mesma idade e do mesmo peso que eu, por isso que não é tão bom. Se tivesse convite de outro clube até iria", disse Lucas, que descartou retornar ao Centro de Excelência Esportiva, antigo Projeto Futuro, no Ibirapuera. "Para lá não volto de jeito nenhum".

Ainda na semana em que deixou o programa na capital paulista, Lucas via poucas chances de seguir carreira no esporte por ter abandonado o projeto pelo qual já passaram judocas como Tiago Camilo, Henrique Guimarães e Aurélio Miguel, dono do primeiro ouro olímpico do judô nacional, em Seul 1988. A expectativa era praticar a modalidade, mas sem aspirações profissionais.

"Se eu continuar treinando, é só pelo judô mesmo. Porque para ser atleta acho que não dá mais", explicou no início do mês.

O pai de Lucas, Glauco Adnam Ribeiro, acredita que a repercussão das denúncias de agressões a que seu filho foi submetido pode ajudá-lo a retornar ao esporte de alto nível. Procurado por jornais e emissoras de televisão para conceder entrevistas, ele teve que explicar aos dirigentes da academia local por que o garoto retomou os treinos na cidade se acha que não tem condições de evoluir.

"A repercussão está sendo grande. A gente não sabe se alguém vai entrar em contato, algum clube. Acho que isso ainda vai demorar dois ou três dias, mas vamos ver", afirmou Glauco.

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