O time feminino francês também levou o ouro, vencendo o Japão na decisão

Histórica. Esta é a melhor definição para o que ocorreu hoje nos tatames do Palais Ominisports Bercy, em Paris, na final do Campeonato Mundial por equipes entre França e Brasil. Em um confronto espetacular e emocionante, os franceses derrotaram os brasileiros por 3 a 2 e se sagraram campeões do Mundo por equipes.

Diante de mais de 15 mil torcedores empurrando o conjunto europeu, o Brasil mostrou raça e disposição, quase transformando a festa dos ‘bleus’ em comemoração verde-amarela. Heróicos, os brasileiros começaram perdendo por 2 a 0, mas empataram com Leandro Guilheiro e Tiago Camilo com vitórias apertadas, apenas no hantei (quando a luta termina empatada e os árbitros decidem quem foi melhor).

Na luta decisiva, Rafael Silva, o Baby, enfrentou o ídolo francês e penatacampeão mundial, Teddy Riner. O combate também foi para o golden score, mas o gigante francês venceu por yuko. Com este resultado, o Brasil contabiliza três vice-campeonatos mundiais por equipes (Bielorússia/1998, Turquia/2010 e França/2011) e duas medalhas de bronze (China/2007 e Japão/2008).

As lutas

No confronto final frente aos anfitriões europeus, o Brasil entrou no tatame com Leandro Cunha (- 66 kg), Bruno Mendonça (- 73 kg), Leandro Guilheiro (- 81 kg), Tiago Camilo (-90 kg) e Rafael Silva (+ 90). A França estava formada por Dmitri Dragin (- 66kg), Ugo Legrand (-73 kg), Alain Scmitt (- 81 kg), Romain Buffet (-90 kg) e Teddy Riner (+ 90 kg).

O combate que abriu a disputa entre os dois países reuniu Leandro Cunha e Dimitri Dragin. Os dois atletas, que vinham de 3 vitórias consecutivas nas fases eliminatórias da competição, começaram a luta se estudando. Mas, aos 2min30s, Dragin encaixou um seoi-nague (golpe de braço) perfeito no brasileiro e conseguiu um belo ippon.

Em desvantagem no placar, o Brasil mandou Bruno Mendonça ao tatame para encarar Ugo Legrand. Com 2min53s, Bruno foi punido com um shido por falta de combatividade, não conseguindo reverter o resultado. A França fazia 2 a 0 no placar.

Leandro Guilheiro entrou com muita vontade diante de Alain Schmitt, pois sabia que uma derrota poria fim às chances do Brasil e daria o ouro ao conjunto francês. Com mais iniciativa Guilheiro criava as melhores chances, mas não as convertia em pontuações. E, assim como no campeonato individual, a luta terminou empatada no tempo normal e no golden score.. Na decisão dos 3 árbitros, nova vitória do brasileiro e da mesma forma, por 2 a 1.

Judocas da França celebram a conquista
AFP
Judocas da França celebram a conquista

O quarto confronto da final colocou frente a frente Tiago Camilo e Romain Buffet. O Brasil ainda precisava da vitória para se manter vivo na competição. Mas logo a 39 segundos do início da luta, Buyet encaixou um bom uchi-mata em Tiago e abriu um yuko de vantagem. O brasileiro tentou suas melhores opções durante o restante do combate, mas foi faltando apenas um segundo que com um surpreendente kouchimakikomi, Tiago arrancou um yuko e levou a luta para o golden score.

Esgotados fisicamente, a luta ficou aberta. Restando 8 segundos, Tiago dominou a pegada e aplicou um seoi-nague que quase projetou Buffet. Novo empate e a exemplo da luta anterior de Guilheiro e Schimitt, a luta foi para a definição dos juízes e nova vitória do Brasil, por unanimidade.

A última luta do Campeonato colocou o brasileiro Rafael Silva, o Baby, diante do supercampeão Teddy Riner. E o brasileiro começou bem, equilibrando as chances de lado a lado. Faltando pouco mais de um minuto, Riner passou a dominar a pegada e a dificultar as ações de Baby.

Sem pontuações, o combate foi pela terceira vez seguida para o golden score. E aos 49 segundos, o Frances encaixou um osoto-gari (golpe de perna) e jogou o brasileiro por yuko, encerrando a luta e levando a França ao ouro. No femini no, a França bateu o Japão na final por 4 X 1 e também ficou com o ouro. As meninas brasileiras foram eliminadas pelas campeãs na primeira rodada.

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