Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude ofereceu realocar o judoca Lucas Gongora Ribeiro para Bastos

Após relatar trotes violentos no Centro de Excelência Esportiva , Lucas Gongora Ribeiro, 16 anos, decidiu abandonar o projeto no Ibirapuera. Na tentativa de evitar o desligamento do judoca, a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude ofereceu uma transferência para a unidade de Bastos do programa de formação de atletas estadual, mas o garoto e seus pais recusaram.

"Na opinião da Secretaria, o Centro de Excelência em São Paulo também é um ótimo lugar, mas existem todas aquelas barbáries lá. No fim, foi um acúmulo de razões que não nos dava a certeza de que seria uma boa opção a ser tomada naquele momento", explica o pai de Lucas, Glauco Adnan Ribeiro, que não se empolgou com a possibilidade da transferência por não conhecer bem a cidade e nem boas escolas para matricular o filho.

O pai de Lucas também diz acreditar que o CT de Bastos, onde começou Tiago Camilo, medalha de prata em Sidney 2000 e bronze em Pequim 2008, parou de se destacar entre os centros formadores de judocas. "Sem querer desmerecer os responsáveis pelo centro, que são muito respeitados no meio, mas lá ainda anda à moda antiga. Prova disso é que há muito Bastos não revela nenhum novo nome no judô", completa.

A Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude entrou em contato com a GE.Net para informar que o judoca também recebeu a chance de treinar em Santos, sob coordenação de Rogério Sampaio, ouro nas Olimpíadas de Barcelona 1992. No entanto, o Centro de Excelência ainda não foi implementado na cidade e os treinos não têm data para começar.

Tanto Lucas como seus pais avaliaram a oportunidade de treinar em Santos como "mais razoável", sobretudo sob a coordenação de Rogério Sampaio, mas o garoto retornou a sua cidade natal, Mococa. Perto de casa, o jovem treina diariamente para manter a forma, mas sabe que a possibilidade de seguir profissionalmente no judô diminuiu significativamente.

"Em Santos, o projeto ainda não existe. Se não está pronto, não era uma opção. Além disso, pensávamos que o lugar do Lucas treinar era o Centro de Excelência Esportiva em São Paulo, onde ele estava impedido de permanecer. Qualquer outro lugar, naquele momento, não nos pareceu adequado", diz Glauco.

O pai de Lucas alega que o diretor de Esportes da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, Carlos Marcelo Pistoresi, afirmou que entraria em contato quando os treinamentos fossem iniciados em Santos para que o garoto integrasse a equipe de atletas.

A GE.Net publicou no dia 25 de maio reportagem com os relatos de Lucas sobre os trotes e agressões sofridos nos dois meses em que treinou e morou no Centro de Excelência em São Paulo, situação que o levou a abandonar o projeto. Os pais do atleta reuniram as denúncias do filho e protocolaram um requerimento na Promotoria da Infância e da Juventude do Ministério Público do Estado pedindo a apuração do caso e a eventual punição dos responsáveis.

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