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Brasil abre o Mundial de handebol sem a ilusão do Pan 2011

Após garantir o ouro no México e a vaga olímpica, seleção encara realidade bem diferente contra as potências da modalidade

Marcelo Laguna, iG São Paulo | 02/12/2011 07:05

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O torcedor brasileiro que comparecer ao Ginásio do Ibirapuera nesta sexta-feira, a partir das 21 horas, para acompanhar o jogo de abertura do 20º Mundial feminino de handebol entre Brasil e Cuba, deve se preparar para uma realidade bem diferente daquela que ocorreu há pouco mais de um mês. Em outubro, a seleção brasileira conseguiu, até com relativa facilidade, a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, derrotando a Argentina na decisão, e também garantiu a vaga para as Olimpíadas de Londres, no ano que vem. No Mundial, contudo, a situação será bastante diferente. Mesmo jogando em casa, o Brasil está muito longe de poder figurar entre os favoritos.

Veja também: Indefinição de sede ameaçou realização do Mundial de handebol

“Não sei porque existe uma cultura aqui no Brasil em que só pelo fato de jogarmos em casa, devemos ser considerados favoritos. Isso não existe. Sabemos que temos um time muito competitivo e que podemos fazer uma bela campanha, mas não fazemos projeção de resultado simplesmente porque jogaremos contra as melhores equipes do mundo”, alerta o treinador dinamarquês da seleção brasileira, Morten Soubak. No comando da equipe desde 2009, ele traça um roteiro bem realista para o time brasileiro.

“Nosso primeiro objetivo é classificar e depois ver como será o cruzamento nas oitavas de final. Temos que tirar esta pressão dos ombros das meninas e buscar o melhor resultado possível”, afirma Soubak, que aponta como principais forças na competição as seleções da França, Rússia (atual campeã), Noruega e Montenegro, com uma ligeira vantagem para as russas e francesas devido à maior força física.

Leia também: Dinamarquês 'baiano' dirige o Brasil no Mundial de handebol

Sem adotar o discurso “pé no chão” do treinador dinamarquês, a goleira titular da seleção, Chana Masson, acredita que o Brasil tem boas chances de repetir sua melhor colocação na história da competição, o sétimo lugar no Mundial da Rússia, em 2005. “Faz tempo que temos condições de conquistar um resultado importante. Nas Olimpíadas de 2008, em Pequim, e no último Mundial (2009, também na China), a seleção jogou bem. A gente perdia no finalzinho por um ou dois gols. Nosso grupo agora tem chances reais", diz Chana.

Foto: Divulgação

A goleira Chana Masson está confiante numa boa participação da seleção brasileira

Já o presidente da CBHb (Confederação Brasileira de Handebol), Manoel Luiz Oliveira, esbanja um otimismo muito maior. “Sei que o nível técnico do torneio é muito mais forte do que o Pan, mas nossas jogadoras atuam nos melhores clubes do mundo e confio que ficaremos entre os finalistas”.

O Mundial feminino, que será disputado em quatro sedes no estado de São Paulo – além da capital, haverá jogos em Santos, Barueri e São Bernardo do Campo – terá transmissão pelo canal Esporte Interativo, com sinal disponível por antenas parabólicas e TVs por assinatura, além de ser acompanhando também pela internet, no site www.esporteinterativo.com.br.

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