Geni Matias Hypolito disse que a demissão do Flamengo, a distância da família e a má fase na ginástica pesaram na depressão sofrida pelo filho, mas exaltou a superação de Diego

Diego Hipolyto exibe medalha de bronze conquistada no Mundial da China
Mauricio Nadal/ iG
Diego Hipolyto exibe medalha de bronze conquistada no Mundial da China

Enquanto o sorridente Diego Hypolito concedia entrevista coletiva em São Bernardo do Campo, São Paulo, dona Geni Matias Hypolito acompanhava todas as palavras do filho ali de perto, em pé, atrás dos jornalistas. Orgulhosa de mais uma conquista - a medalha de bronze no solo durante o Mundial de Ginástica - a mãe do ginasta brasileiro lembrou os recentes momentos difíceis e de superação de Diego.

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"O Diego sempre foi muito feliz. Nunca achei que ele entraria em uma depressão. Foi um choque muito grande para ele quando foi mandado embora do Flamengo. Ele ficou sem chão. Quando a gente viu, ele realmente não estava bem. Ele deixou de sorrir", lembrou dona Geni, em entrevista ao iG .

A mãe de Diego e Daniele Hypolito acredita que a separação da família e amigos contribuiu negativamente para o estado de depressão do filho. "A família se dividiu muito. A Dani foi para Curitiba, o Diego para cá e a gente ficou lá no Rio. Foi um momento muito difícil. Ele tinha um grupo muito grande de amigos. Tudo foi se somando. A opção de ficar no hospital foi dele mesmo. Conversou muito com o médico e disse que não estava bem. Tomou remédios por uns oito dias na verdade", relatou dona Geni.

Porém, o tratamento não surtiu efeito e Diego logo largou os remédios. "Quando a gente descobriu que não estava bem, viemos para São Paulo né, ficamos com ele. Aí ele viu por ele mesmo que o remédio que estava tomando não era para nada, era para dormir e ele só queria dormir. Ele me disse: 'Eu nunca precisei de remédio para nada, tenho objetivos e vou lutar por eles'. Aí ele suspendeu o remédio de um dia para o outro".

O fato de ser preterido na seleção brasileira de ginástica também fez Diego sofrer. Mas a reviravolta no Mundial encheu dona Geni de orgulho."Ele sofreu muito com a questão de ser o reserva, de não ser nem o primeiro reserva, mas ele tinha um foco. A Dani me ligou no dia e disse que ele iria competir. A medalha foi uma consequência desses treinos. Foi uma prova de superação".

Para a mãe de Diego, seu filho precisava ser abraçado por outro clube, algo que vem ocorrendo no clube ASA, em São Bernardo do Campo, onde treina há quatro meses. "Ele precisaria de uma casa e foi o que aconteceu. Essa casa abraçou ele. Ele estava precisando de amor, não sentia que as pessoas amavam ele. São Bernardo apostou no meu filho". 


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