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Campeão mundial e olímpico disse que, ao contrário do país, não pretende parar em dia de jogo do Brasil

Arthur Zanetti com o técnico Marcos Goto durante o Prêmio Brasil Olímpico
Wander Roberto/Inovafoto/COB
Arthur Zanetti com o técnico Marcos Goto durante o Prêmio Brasil Olímpico

Arthur Zanetti pode se gabar de ter conseguido uma temporada perfeita. Nas argolas, sua especialidade, o ginasta venceu as oito competições que disputou em 2013, entre elas a Universíade, em Kazan (RUS), e o Mundial da Antuérpia, na Bélgica. Após merecidas férias, ele retoma os treinamentos em janeiro.

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Mas 2014 é ano de Copa do Mundo, e no Brasil. Entre 12 de junho e 13 de julho, o futebol vai parar o país, principalmente em dias de jogos da equipe de Luiz Felipe Scolari. A regra, no entanto, não deve se aplicar a Zanetti: "A Copa não muda minha rotina, mas vai depender do horário para assistir. Por exemplo, se tiver jogo do Brasil depois das 15h com certeza estarei treinando", disse o campeão mundial e olímpico das argolas durante o Prêmio Brasil Olímpico , realizado na última terça-feira, em São Paulo.

O técnico reforça o "veto": "Não, não dá. Eu falei isso a ele já. Futebol no nosso país não é esporte, é religião, e como não sou muito de seguir religião, então ele que aguente. É difícil liberar um atleta dois ou três dias para assistir aos jogos", disse Marcos Goto, eleito o melhor treinador do ano, ao lado de José Roberto Guimarães (seleção feminina de vôlei), no Prêmio Brasil Olímpico.

Os horários também não favorecem Zanetti. Na primeira fase, o Brasil entra em campo duas vezes às 17h (de Brasília), contra Croácia e Camarões, e outra às 16h, diante do México. Caso chegue às oitavas de final, há o risco de cruzar com a Espanha, atual campeã mundial e país cujo ginasta tem descendência familiar. "Gosto muito da seleção espanhola, mas o Brasil é meu país de origem e terá sempre minha torcida", afirmou sobre um possível duelo na Copa.

Enquanto deixa o futebol de lado, Zanetti focará em 2014 na Copa do Mundo de Ginástica para manter-se em alto nível. É possível que utilize os compromissos da temporada para testar novas séries. "Na ginástica você sempre precisa inovar, no ano que vem a gente pretende estudar bastante os movimentos para modificar alguma coisa", disse o ginasta, que este ano apresentou uma nova série durante a etapa de Anadia, em Portugal. 

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