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Fechado para balanço, esporte de São Caetano é prejudicado

Das 27 modalidades ajudadas pela prefeitura, somente cinco conseguiram sobreviver na cidade do ABC paulista

Gazeta |

Tradicional pólo esportivo, a cidade de São Caetano passa por uma safra nada animadora para quem se habituou com desempenhos expressivos em grandes competições. Enquanto algumas modalidades olímpicas já sofreram dispensas, as restantes estão ameaçadas.

Na terceira semana de janeiro, em virtude de um corte de 10% (ou R$ 1 milhão) no orçamento, a secretaria de esportes do município decidiu dispensar todo seu quadro de times juvenis e adultos que não tinham patrocínio paralelo (cerca de 720 atletas, fora as comissões técnicas).

"Fizemos uma repaginação após estudar com nossa equipe técnica. A máquina já estava um pouco inchada, reunimos os coordenadores e liberamos os atletas para uma reavaliação", diz o secretário de esportes, Mauro Chekin, que espera definir até 15 de fevereiro a volta de mais de 400 atletas - o apoio se tratava de bolsa de estudos ou incentivo entre R$ 50 a R$ 5 mil.

Das 27 modalidades ajudadas pela prefeitura, as sobreviventes foram atletismo, ginástica e futebol de salão, subsidiadas por parcerias, além dos times de vôlei (masculino e feminino) e basquete (feminino), com respaldo assegurado só até o final dos torneios em andamento.

Tradição sem apoio
O desempenho do vôlei e do basquete, porém, é fraco. Vice-campeão brasileiro em 2005, o São Caetano se despediu da LBF (Liga de Basquete Feminino) na última posição do segundo turno. Ao todo, foram apenas duas vitórias em 14 jogos, uma delas ainda na primeira fase."Nosso grande problema foi o atraso de três meses de salário", revela o técnico Norberto Borracha, desempregado desde a eliminação precoce na LBF. A folha salarial do elenco de 12 jogadoras era R$ 18 mil - cerca de três vezes menor do que a média das equipes brasileiras de ponta -, e a única garantia da secretaria até o momento é com relação à categoria juvenil.

A falta de incentivo castiga também o vôlei. A equipe feminina da cidade, segunda colocada da Superliga 1996/97 como Mizuno/Uniban e que contou recentemente com Sheilla, Mari, Fofão e a cubana Regla Bell (tricampeã olímpica e bi mundial), ainda não venceu neste ano e amarga a lanterna. Já o São Caetano/Tamoyo, representante masculino, é o penúltimo colocado.

"Isso é muito triste, nossa participação tem sido pífia. Infelizmente o dinheiro está diretamente envolvido nos resultados", analisa Chekin, que ainda integra a diretoria de vôlei e confirma a hipótese de fechar alguns times ou apostar na formação de elencos de jovens atletas.

A cinco anos da realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, o cenário esportivo local, contudo, não preocupa o secretário: "o esporte de São Caetano fechou para balanço e agora vai reabrir reformulado. Vamos colher bons frutos, talvez não neste ano, mas mais para frente".

Exceção no salão
Iniciada em 2009, a parceria com o futebol de salão do Corinthians começou a apresentar resultados a partir do ano passado, quando a equipe foi campeã do Metropolitano e da Taça Brasil e terminou a Liga Futsal entre as quatro melhores, tendo sido eliminada na semifinal."Nossa segurança é que tudo o que foi combinado sempre foi cumprido", ressalta Roberto Toledo, gerente de esportes terrestres do clube paulista. "No primeiro ano da parceria, apesar dos resultados ruins, mantivemos a parceria e tivemos ótimos resultados em 2010".

Além de emprestar a franquia na Liga Futsal, orçada em R$ 380 mil, a cidade oferece ajuda também para as despesas com salário, viagem e alimentação. "Sem isso, nós teríamos que tentar comprar uma franquia e o time não ficaria tão competitivo como é", acrescenta o dirigente.

O sucesso do acordo, que tem sido renovado anualmente, anima o secretário de esportes de São Caetano. "Respeitamos nossos parceiros, e o Corinthians também entra com dinheiro. Depois do erro estratégico no primeiro ano, a contratação do Paulo César de Oliveira (ex-treinador da seleção brasileira) foi a grande varinha de condão da equipe", defende Mauro Chekin.

Além do município, o time tem parceria com a Unip (Universidade Paulista), a qual contribui com especialistas em fisioterapia e parte médica, bolsas de estudo e também auxílio financeiro.

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