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Ex-surpresa, Marcel Stürmer pensa em público e elege argentino como rival

Patinador chega ao Pan de Guadalajara como favorito absoluto para subir ao lugar mais alto do pódio

Gazeta |

De surpresa a principal favorito. Essa é a trajetória do brasileiro Marcel Stürmer na patinação artística dos Jogos Pan-Americanos. O atleta, que em 2003 surpreendeu ao conquistar a medalha de ouro em Santo Domingo poucos dias após completar 18 anos de idade e confirmou seu potencial com outro título quatro anos depois no Rio de Janeiro, chega a Guadalajara como favorito absoluto para subir ao lugar mais alto do pódio e elege o argentino Daniel Arriola como seu principal rival.

"Em 2003 várias coisas aconteceram para eu ganhar, dei muita sorte também. É aquela coisa, o encontro da preparação com a sorte. Em 2007 eu era o atual campeão, tinha ganho vários sul-americanos, várias medalhas de mundial e já tinha o favoritismo e a pressão. Agora então, nem se fala. Mas paciência", diz o patinador.

Em início de trabalho após aproveitar dez dias de férias pela conquista de seu quinto Campeonato Sul-americano, Marcel dedica atenção especial aos Jogos Pan-americanos. O programa curto que ele utilizará na competição, inspirado no filme Cisne Negro, foi apresentado pela primeira vez em Santa Cruz do Sul, onde ele se sagrou campeão continental. O programa longo, que será desenvolvido especialmente para o Pan e o Campeonato Mundial do Brasil, deve conter elementos mais populares, para empolgar o público em Guadalajara.

"Como a patinação não é olímpica, é uma competição que eu dou atenção especial. O programa longo a gente vai começar a montar agora, é uma coreografia que vou usar no Pan e no Mundial e ninguém vai ver antes", afirma. "Eu penso mais no público, a essa altura da carreira os juízes de patinação já me conhecem , então sinto que tem que ser de agrado do público, quero muito que as pessoas curtam o que vai ser apresentado", explica.

Em 2007, no Rio de Janeiro, ele aproveitou a chance de competir em casa e usou uma trilha sonora que mesclava samba com outros elementos brasileiros. No México, ele admite a chance de utilizar novamente referências à música nacional, mas garante que este não será o mote de sua apresentação.

"De repente, ela vai ter umas batidas de um ritmo brasileiro, mas não vai ser samba. Não vou me repetir em relação ao que fiz no Pan do Rio", despista. "O público específico da patinação vai ver um campeonato e gosta de música clássica, mas o grande público, não. A patinação é um esporte performático, um esporte show, então eles gostam de coisas que animem".

Mesmo dando atenção especial aos Jogos Pan-americanos de Guadalajara, Marcel sabe que não terá facilidades para conquistar sua terceira medalha de ouro consecutiva. Além de realizar uma boa apresentação, ele precisa superar o argentino Daniel Arriola, um dos melhores patinadores do mundo e vice-campeão em Santo Domingo 2003 e no Rio de Janeiro 2007. "Bastante gente vai estar legal, mas a competição vai ser mais entre eu e o Daniel. Nós que vamos nos matar ali na quadra pela medalha", prevê.

Para não correr o risco de voltar para Porto Alegre sem a medalha de ouro, Marcel treina forte de segunda a sexta. No sábado, primeiro dia de folga, segue com os exercícios físicos, mas sem a presença de seu personal trainer. Domingo é o único dia de descanso pleno.

"Vou correr no parque, fazer uma barra. Ligo para um amigo, uma amiga, vou com alguém do esporte, você fica batendo um papo com uma pessoa que tu não viu durante 15 dias, acaba sendo um pouco diferente", explica Marcel, que até o Campeonato Mundial do Brasil, viverá com algumas privações. "Não tenho uma vida normal. Nesse período de férias que eu tive saí à noite, fui jantar com meus amigos, mas acabou isso. Agora é sem balada, sem refrigerante, sem bebida alcoólica", lamenta.

Leia tudo sobre: patinação artísticapan 2011

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