Armstrong e agência antidoping dos EUA divergem sobre investigação

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Advogado disse que se por um lado, Lance está disposto a cooperar com a agência, por outro seu pedido para entrevistá-lo nas próximas duas semanas "não pode ser satisfeito"

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Lance Armstrong confessou doping em entrevista a Oprah Winfrey na televisão. Foto: APLance Armstrong se interessou por esportes logo cedo. Em 1988, aos 17 anos, competia em provas de triatlo. Foto: Getty ImagesLance começou no ciclismo aos 21 anos. Foto: Getty ImagesLogo no começo da carreira, aos 25 anos, Armstrong anunciou que estava com uma grave doença. Ele tinha câncer nos testículos e tumores no pulmão e no cérebro . Foto: Getty ImagesAntes do diagnóstico, ele já tinha competido e vencido etapas da Volta da França, como esta, em 1995. Foto: Getty ImagesO norte-americano deixou as pistas para se tratar, fez quimioterapia e voltou a competir em 1998. Médicos disseram que ele tinha apenas 40% de chance de sobreviver. Foto: Getty ImagesRecuperado, Lance Armstrong competiu na Volta da França em 1999 e assumiu a liderança da competição. Foto: Getty ImagesCiclista veste a camisa amarela de líder da Volta da França, em 1999. Foto: Getty Images1999 foi a primeira Volta da França vencida por Lance Armstrong. Ele faturou todas as edições na tradicional prova até 2005. Foto: Getty ImagesArmstrong recebe a visita do filho Luke durante etapa da Volta da França em 2001. Foto: Getty ImagesEntre as conquistas da tradicional prova francesa, o ciclista foi medalha de bronze na prova de estrada nas Olimpíadas de Sydney, em 2000. Foto: Getty ImagesEm 2001 e já dono de três títulos da Volta da França, ciclista dá lançamento inicial em jogo de beisebol do New York Yankees . Foto: Getty ImagesLance levou a sua bicicleta para Bush, então presidente dos EUA, também em 2001. Foto: Getty ImagesFora das pistas, Lance Armstrong foi casado com a cantora Sheryl Crow. Foto: Getty ImagesEm 2003, ele levou o prêmio Laureus de melhor esportista do ano. Foto: Getty ImagesAos 34 anos e com três filhos, ele faturou a Volta da França pela sétima vez e se despediu da competição. Foto: Getty ImagesAinda em 2005, Lance Armstrong teve seus primeiros problemas com doping. Foto: EFEO norte-americano se afastou do esporte depois do sétimo título e seguiu com campanhas e sua instituição para vítimas de câncer. Foto: Getty ImagesDurante a pausa na carreira, Lance disputou a maratona de Nova York, em 2006. Foto: Getty ImagesO ciclista ainda voltou a competir em 2009. Foto: Getty ImagesO atleta seguiu ainda no ciclismo até 2011. Foto: Getty Images

Um advogado de Lance Armstrong disse que o ex-ciclista, que confessou doping em entrevista a Oprah Winfrey na televisão, não cumprirá o prazo dado pela USADA (Agência Antidoping dos EUA, na sigla em inglês) para testemunhar sob juramento, e deu a entender que seu cliente preferiria participar de iniciativas internacionais para "arejar o ambiente".

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Em uma carta à USADA datada de sexta-feira, o advogado Timothy Herman declarou que, se por um lado, o atleta está disposto a cooperar com a agência, por outro seu pedido para entrevistá-lo nas próximas duas semanas "não pode ser satisfeito".

Herman justificou mencionando compromissos pré-existentes. A USADA deu o prazo de 6 de fevereiro para Armstrong cooperar plenamente com sua investigação em troca da possível suspensão de seu afastamento definitivo do ciclismo, afirmou Travis Tygart, executivo-chefe da agência, no trecho de uma entrevista prevista para ir ao ar no programa "60 Minutes", da rede norte-americana CBS, neste domingo.

Após anos de negação, na semana passada Armstrong confessou, em entrevista à apresentadora Oprah Winfrey, ter usado drogas para melhorar o desempenho como artimanha para conquistar seu sete títulos na Volta da França.

No ano passado, a USADA retirou todos os títulos de Armstrong e o qualificou de "trapaçeiro em série".

Em sua carta, Herman levantou dúvidas sobre o papel da USADA para livrar o ciclismo de drogas para melhorar o desempenho. Ele observou que "o ciclismo profissional é sobretudo um esporte europeu".

Herman saudou o anúncio do Sindicato Internacional de Ciclismo, na sexta-feira, de que trabalhará com a Agência Mundial de Anti-doping em uma investigação abrangente sobre o uso de drogas e se apoiará em um processo de "verdade e reconciliação".

"Como tal, gostaríamos de nos coordenarmos com o processo de verdade e reconciliação para examinar a cultura do doping no ciclismo no passado e arejar o ambiente, para que o ciclismo possa seguir adiante", escreveu Herman.

Na quarta-feira, William Bock III, conselheiro-geral da USADA, enviou a Herman uma carta dizendo que as confissões de Armstrong a Oprah "anularam qualquer possível obstáculo para sua cooperação com a USADA".

"Seu cliente tem muitas informações que são necessárias para limpar o ciclismo; está claro que chegou o momento de ele se reunir com a USADA e fornecer informações detalhadas sob juramento e oficialmente no tocante ao seu doping e a potenciais violações de regras anti-doping de outros sobre as quais ele tenha conhecimento", escreveu Bock.

Armstrong, de 41 anos, afirmou a Oprah que o afastamento definitivo contra ele é uma "sentenção de morte".

Ele acrescentou não ter a ambição de voltar ao ciclismo profissional, mas que gostaria de competir em eventos atléticos.

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