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Ex-companheiro diz que Lance lhe forneceu substância proibida no Tour

Em sua autobiografia, ciclista Tyler Hamilton confessa que se dopou junto com o ex-heptacampeão da Volta da França

iG São Paulo | - Atualizada às

Getty Images
Armstrong(esq) e Hamilton durante prova em 2004

O ciclista norte-americano Tyler Hamilton vai publicar em breve sua polêmica autobiografia. No livro, ele reafirma ter compartilhado práticas de doping com o astro Lance Armstrong - que recentemente perdeu todos os seus títulos após investigação - enquanto ambos eram companheiros da equipe US Postal . O livro, intitulado "A corrida secreta: dentro do mundo oculto do Tour de France. Doping, encobrimentos e vitórias a qualquer custo", foi escrito em conjunto com Daniel Coyle - autor de "A guerra de Lance Armstrong" - e tem publicação prevista para o próximo dia 5 de setembro.

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O ciclista americano foi uma das testemunhas principais do caso aberto pela Usada (Agência Antidoping dos Estados Unidos) contra Armstrong por doping e conspiração. O jornal "New York Daily News" conseguiu cópia do livro e relata um inesperado encontro entre Hamilton e Armstrong em um restaurante de Aspen (nos EUA) pouco depois da entrevista do primeiro para o programa "60 minutes", na qual falou das provas que tinha transferido à investigação criminal federal.

VEJA:  Em palestra, Lance Armstrong ignora acusações e reafirma heptacampeonato

"Quando estiver no banco dos réus, vamos te fazer em pedacinhos. Vai parecer um idiota", disse Armstrong durante o encontro. Hamilton também garante que está convencido que, assim que iniciou a cooperação com a investigação federal, teve seus telefones e e-mails "grampeados".

O ex-ciclista explica que começou a se dopar antes da chegada de Armstrong à equipe (em 1998), mas que o sete vezes campeão da Volta da França lhe forneceu a substância proibida EPO (eritropoietina) antes da edição da prova em 1999. À época, ambos se alojavam na mesma casa, na cidade francesa de Nice.

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Hamilton também fornece detalhes sobre o plano de doping da equipe na corrida, com o conhecimento e a aprovação do heptacampeão. A estratégia incluía um motociclista que entregava garrafas térmicas com EPO aos competidores ao longo da prova. Além disso, afirma que os responsáveis pela equipe encorajavam e supervisionavam o uso de substâncias para aumentar o rendimento.

MAIS: Agência antidoping oficializa punições e banimento de Lance Armstrong

Antes do Tour de France de 2000, Armstrong e Hamilton também viajaram à Espanha para que o médico Luis García del Moral e o preparador físico José Martí tratassem seu sangue para aumentar o nível de hemoglobina. O sangue era posteriormente transportado para os quartos de hotel dos ciclistas para que fossem reinjetados nos atletas. Armstrong anunciou na semana passada que não vai recorrer das acusações por doping e conspiração em que a Usada se apoiou para retirar todos os títulos do atleta e em seu banimento perpétuo do esporte .

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