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Brasileiro do tiro que vai a Londres tenta se garantir no Pan

Filipe Fuzaro, um dos primeiros classificados aos Jogos de 2012, disputa seletiva para Guadalajara

Marcelo Laguna, iG São Paulo |

No final do ano passado, o paulista Filipe Fuzaro conseguiu algo que centenas de atletas brasileiros sonham intensamente: carimbar o passaporte para os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem. No dia 24 de novembro de 2010, Fuzaro tornou-se o segundo brasileiro a assegurar vaga individual no tiro esportivo para as Olimpíadas de 2012, com a medalha de ouro na fossa olímpica double do Campeonato das Américas, no Rio de Janeiro. Mas, se já tem vaga olímpica, Fuzaro ainda briga por um lugar no avião que levará a delegação brasileira à Guadalajara, para disputar os Jogos Pan-Americanos de 2011. A definição começa a partir deste sábado, na seletiva marcada para Americana em quatro categorias do tiro ao prato.

"Pois é, ainda preciso garantr minha vaga no Pan nesta seletiva, mas estou confiante", disse Fuzaro, de 28 anos e que lidera o ranking brasileiro em sua prova, com 822 pontos. Os dois primeiros colocados na seletiva de Americana, que terminará no domingo, irão para Guadalajara. Além da fosse olímpica double, serão realizadas seletivas na fossa olímpicas feminina e fossa olímpica masculina. O skeet masculino, que também será disputado no evento de Americana, já tem os representantes no Pan definidos: José Pedro Costa e Wilson Zocolotte.

Divulgação
Filipe Fuzaro, durante o Campeonato das Américas, em 2010, quando assegurou a vaga para os Jogos de 2012

Mas na prática, Fuzaro não deverá encontrar muitas dificuldades para também se classificar para o Pan. Além de liderar o ranking brasileiro, o atirador paulista é o melhor brasileiro colocado no último ranking divulgado pela ISSF (Federação Internacional de Tiro Esportivo), ocupando a 47ª posição. A condição de já ter lugar garantido nos Jogos de Londres também dá uma vantagem psicológica a Fuzaro em relação aos rivais. "No tiro esportivo, o controle emocional faz muita diferença. Foi isso que me ajudou a ganhar o título no Campeonato das Américas. Como eu não tinha muita expectativa, entrei tranquilo na prova e consegui a classifcação", disse Fuzaro.

Treinamento intensivo

Passada a seletiva do Pan, Filipe Fuzaro começará um planejamento de treinamento voltado para os Jogos Olímpicos, mas que deverá ter reflexo também no Pan-Americano. "Você só consegue evoluir no tiro com muito treino. Hoje, meu programa de treinos corresponde a mil tiros por mês. A partir de agosto, a meta é fazer um total de cinco mil tiros por mês", disse Fuzaro. Mas isso só é possível por conta de ajuda de patrocinadores e da CBTE (Confederação Brasileira de Tiro Esportivo). "Sem estes apoios, eu precisaria gastar algo em torno de R$ 5 mil, fora gastos com meu técnico e viagens", afirmou.

Empresário no ramo de importação, Filipe Fuzaro começou cedo no tiro esportivo. Com apenas cinco anos, acompanhava o pai, Érico, que também é atirador esportivo, em várias competições no interior de São Paulo. Num dia, ele pediu e pôde usar uma espingarda calibre 12 para acertar alguns pratos. Mesmo com a ajuda do pai, a arma deu o recuo normal e acabou machucando um pouco o rosto do garoto.

Apesar do susto, Fuzaro resolveu que queria continuar no esporte e a partir dos 12 anos, começou a disputar competições juvenis. No adulto, após ter ficado em quinto lugar no Pan-Americano de 2007, no Rio, tornou-se campeão sul-americano em 2010, pouco antes de garantir o título do Campeonato das Américas e a consequente vaga olímpica em Londres.

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