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Relembre dez momentos marcantes da trajetória de Muhammad Ali

Dentro e fora dos ringues, a postura do ex-boxeador o colocou ao lado de Pelé como um dos maiores atletas do século 20

iG São Paulo |

Na comemoração dos 70 anos de Muhammad Ali, tido como um dos maiores atletas do século 20 ao lado de Pelé, o iG preparou uma lista com dez momentos da carreira e da vida do ex-boxeador que resumem um pouco de sua importância para o esporte. Da vitória histórica contra George Foreman no Zaire, em 1974, à descoberta da doença de Parkinson e suas polêmicas posturas políticas. Confira abaixo da galeria de fotos com as melhores imagens de Ali.

Blog Espírito Olímpico: Relembre como o gênio Ali ganhou a medalha olímpica em 1960

1 - A medalha de ouro nas Olimpíadas de Roma, em 1960

Depois de conquistar a vaga na equipe olímpica norte-americana, Ali quase se recusou a participar da competição por causa do medo de avião. O filho de seu primeiro treinador, Jon Martin, contou que ele comprou um paraquedas em uma loja de acessórios militares e o usou durante toda a viagem. Na competição, depois de vencer três lutas preliminares ele bate o polonês Zbigniew Pietrzkowski e conquista a medalha de ouro.

2 - A conquista do cinturão dos pesos pesados, em 1964

Com um recorde de 19 vitórias consecutivas e nenhuma derrota em sua carreira profissional, ele conquista o direito de enfrentar Sonny Liston pelo título dos pesos pesados. Apesar de entrar na luta como azarão, ele vence e, aos 22 anos, é campeão do mundo pela primeira vez.

3 - Conversão ao Islamismo e mudança de nome, 1964

Nascido no dia 17 de janeiro de 1942 em Louisville, no Kentucky, e batizado com o nome de Cassius Marcellus Clay Jr, mudou seu nome para Muhammad Ali em 1964, imediatamente após a vitória sobre Liston. O novo nome foi escolhido pelo líder nacional do Islamismo, ao qual ele havia se integrado meses antes.

4 - A recusa em servir o exército na Guerra do Vietnã, em 1966

Ali é convocado pelo exército combater na Guerra do Vietnã. Mesmo ficando claro que ele serviria como uma espécie de porta-voz e não lutaria diretamente no campo de batalha, ele se recusa por conta dos preceitos do Islã. O episódio rende uma de suas frases mais famosas: “Nenhum vietcongue me chamou de crioulo, porque eu lutaria contra eles?”.

5 - A luta com George Foreman no Zaire, em 1974

Em 1967, a Justiça americana nega o pedido de dispensa de Ali, considerando que seus motivos são políticos e não religiosos. Por conta disso, ele perde seu passaporte e é banido do boxe por três anos e meio. Em 1974, enfrenta George Foreman no Zaire, na luta que ficou conhecida como uma das maiores do século. Com seu conhecimento sobre a África, consegue conquistar a torcida se colocando como lutador do continente, enquanto deixa o adversário vira símbolo da alienação negra americana. Apesar de ser dominado a maior parte do tempo, vence por nocaute e recupera o cinturão.

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6 - A descoberta do mal de Parkinson, em 1984

Três anos depois de anunciar sua aposentadoria, no dia seguinte à derrota para o jovem Trevor Berbick, Ali anuncia ter sido diagnosticado com a doença de Parkinson. Apesar das dificuldades consequentes da doença, ele cria o Centro de Parkinson Muhammad Ali, no Instituto Neurológico Barrow, para promover pesquisas e oferecer tratamento a outros portadores da doença.

7 - Os prêmios individuais

As diversas conquistas de cinturões e lutas históricas foram amplamente reconhecidas. Além de dar nome a ruas e avenidas em diversas cidades americanas e de acender a pira olímpica em1996, em Atlanta, ele recebe prêmios como o de atleta do século da revista Sports Illustrated e personalidade esportiva do século pela BBC. Também é nomeado Mensageiro da Paz da ONU e recebe a Medalha Presidencial da Liberdade, maior honra civil dos EUA.

8 - A luta contra o racismo

A postura de “lutador africano” adotada antes do confronto com Foreman no Zaire não se deu apenas por marketing. Ali sempre se relacionou diretamente com líderes da causa anti-racista, como Martin Luther King e Malcolm X, além de fazer visitas a diversos países da África e seus líderes, como Nelson Mandela.

9 - A influência política

A postura contundente no episódio da Guerra do Vietnã, a princípio condenado, acaba lhe dando um status de negociador político. Em 1990, isso chega ao ápice quando visita o Iraque para negociar com o então presidente do país, Saddam Hussein, a libertação de 14 reféns norte-americanos.

10 - A inspiração para livros e filmes

Diversos livros, filmes e outras obras artísticas foram inspirados na carreira esportiva e na vida de Muhammad Ali. Os principais deles, baseados na luta de 1974 contra Georde Foreman: os filmes Quando Éramos Reis, documentário de 1996; Ali, com Will Smith no papel do protagonista, em 2001; e o livro A Luta, de Norman Mailer.

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