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Bilionário, parque "árabe" da Ferrari se esquece de Barrichello

iG visitou o Ferrari World, em Abu Dhabi, onde não há referências ao brasileiro escudeiro de Michael Schumacher por seis anos

Marcel Rizzo, enviado iG a Abu Dhabi |

Michael Schumacher e seus cinco títulos da Fórmula 1 pela Ferrari, Fernando Alonso e seu carisma dirigindo um modelo cupê a 250 por hora em um simulador e Felipe Massa sendo carregado pelos mecânicos com seu macacão verde e amarelo depois da vitória no GP do Brasil de 2006. O parque temático que a montadora italiana inaugurou em 2010 em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, é repleto de detalhes para os fãs, mas os turistas brasileiros reparam em um detalhe curioso: não há menção a Rubens Barrichello, que por seis anos dirigiu o carro vermelho e foi por duas vezes vice-campeão mundial (2002 e 2004).

“Não há referência também ao Eddie Irvine, percebeu?”, informou um dos funcionários, que preferiu não se identificar e talvez quisesse explicar que o segundo lugar não importa muito por ali. O norte-irlandês também foi vice-campeão pela Ferrari, em 1999, ano em que Michel Schumacher se acidentou e abriu espaço para Irvine perder o título para Mika Hakkinen. Barrichello passa férias nos EUA e, segundo sua assessoria, só volta a falar com a imprensa em fevereiro. Ele visitou o parque durante o GP de Abu Dhabi, o último da temporada, em novembro.

No museu (Galleria Ferrari) e no Racing Legends (Lendas da corrida), uma espécie de carrossel no qual você viaja por um túnel do tempo com a história da Ferrari, os campeões Ascari, Fangio, Phil Hill, Surtees, Niki Lauda, Scheckter, Schumacher e Raikonnen são destaques. Os cinco títulos de Schumy, claro, ganham uma galeria especial. Alain Prost, que correu na escuderia em 1991 sem vencer, tem seu carro número 27 exposto (o mesmo de Jean Alesi, também citado), e a dupla atual, Fernando Alonso (principalmente) e Felipe Massa são reverenciados. Nada, porém, de Rubinho ou Irvine.

O brasileiro teve uma passagem turbulenta pela Ferrari e acabou sendo o fiel escudeiro dos títulos de Schumacher. Com direito a ordens para dar passagem na linha de chegada e jogo de equipe em trocas de pneu e abastecimento, “marmeladas” obviamente ignoradas na história apresentada aos fãs.
Atualmente, Barrichello é o piloto que mais provas fez na categoria, 306, e sempre que pode cutuca o antigo companheiro alemão que voltou a correr em 2010 pela Mercedes. A direção do parque explicou que priorizará sempre os atuais pilotos. Por isso que Alonso está em quase cada esquina...

Velocidade
A Ferrari construiu o parque com a ajuda do governo do emirado de Abu Dhabi (o país é formado por sete emirados, administrados independentemente). Estima-se que custou em torno de R$ 68 bilhões, valor que parece absurdo, mas que vira realidade quando se visita o local. Com 550 mil m², é o maior indoor do planeta (veja acima galeria com fotos).

Localizado em Yas Island, uma ilha artificial construída para abrigar grandes empreendimentos, a 35 km do centro de Abu Dhabi, o Ferrari World, como se chama oficialmente, é anexo ao circuito Yas Marina, que desde 2009 recebe corridas de F-1 e é considerado o mais bonito do “circo” atualmente.

O parque é todo fechado, em uma estrutura que consumiu a maior parte dos R$ 68 bilhões. Externo somente as duas montanhas russas. Uma, a Fiorano Challenger, que não faz cócegas na barriga. A outra, a Fórmula Rosso, realmente é uma experiência anormal.

Em carrinhos com lugar para duas pessoas, a arrancada chega a 240 km em pouco mais de quatro segundos, o que dá uma sensação de sufocamento. O sobe e desce continua em velocidade alucinante até a parada brusca. Para quem gosta de montanhas russas realmente é uma experiência inédita – a Ferrari anuncia a Rosso como a mais rápida do mundo. A velocidade do brinquedo faz com que as mulheres muçulmanas que usem o véu tenham que receber um capuz vermelho, para sua vestimenta não seja afetada durante o percurso. Os dois “sortudos” que ficam no primeiro carrinho ganham óculos. O vento pode causar danos, explicou um dos funcionários.

Lotado principalmente às sexta e sábados, dias em que não se trabalha em Abu Dhabi, a um preço para entrada normal (equivalente a R$ 100), mas um mais caro, de R$ 180, que dá acesso VIP aos brinquedos, sem passar pela fila normal. É possível também usar o simulador sem precisar marcar com um mês de antecedência.

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