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Marido e treinador da campeã do salto com vara na Liga de Diamante, Elson Miranda alterou a preparação da atleta para evitar desgaste físico e fazer com que ela chegue bem em 2016

Fabiana Murer e seu técnico Elson Miranda posam com o troféu da Liga de Diamante no salto com vara, no centro de treinamento do Clube BM&F Bovespa
Osvaldo F/Contrapé de Jornalismo
Fabiana Murer e seu técnico Elson Miranda posam com o troféu da Liga de Diamante no salto com vara, no centro de treinamento do Clube BM&F Bovespa

Ao enumerar nesta quarta-feira os pontos que considerou importantes para explicar a conquista do título da Liga de Diamante no salto com vara neste ano, Fabiana Murer apontou a mudança na rotina de treinamentos como um dos fatores que ajudaram na sua conquista. "Agora estou mais madura, os treinos estão mais dosados. Tenho que escutar o meu corpo e ver até onde eu posso chegar", explicou a saltadora.

O técnico e marido Elson Miranda minimiza a mudança na preparação de sua atleta, mas admite que as alterações têm como objetivo fazê-la chegar inteira em 2016, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro."Fizemos algumas mudanças sutis, mas sempre buscando deixá-la em evolução. A Fabiana já chegou a uma idade [33 anos] em que é preciso tomar alguns cuidados. É mais complicado, por exemplo, fazermos muitos treinos de explosão e velocidade. Na verdade, ela já vinha pedindo essas mudanças e desta vez colocamos em prática", explicou Elson Miranda.

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A mudança de rotina e a tendinite sofrida no joelho esquedo no início da temporada indoor (pista coberta) fizeram com que a expectativa de resultados em 2014 fosse pouco animadora, segundo o treinador da saltadora brasileira. "O nosso objetivo este ano era terminar a temporada bem, nem pensávamos em ganhar a Liga de Diamante. No final, deu tudo certo", comentou Miranda.

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Após Fabiana Murer cravar as três melhores marcas no salto com vara na temporada (4m80 em Nova York, 4m76 em Monte Carlo e 4m72 em Zurique, todas pela Liga de Diamante), Elson Miranda já começa a planejar 2015 como um ano fundamental neste ciclo olímpico para 2016.

"Ela conseguiu saltos excelentes, alguns até em condições adversas, como em Zurique, quando ela sabia que precisa sempre saltar de primeira para ganhar a prova e o título. Será um ano complicado, com um Mundial na China onde as provas são sempre muito fortes, e o Pan-Americano de Toronto em que o salto com vara deverá ter um nível técnico muito forte, com a [Jennifer] Suhr e a cubana [Yarisley Silva]", afirmou o treinador.

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"Se ela conseguir manter a consistência de performance no ano que vem, dá até para pensar em saltos de 4m80, 4m85, para com sorte chegar a 4m90", concluiu Miranda, calculando que para ganhar uma medalha olímpica no Rio de Janeiro, Fabiana Murer precisará justamente alcançar uma marca a partir de 4m85.

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