Sueli Pereira e Giovani dos Santos afirmaram que os atletas do país precisam treinar mais e competir menos vezes

A queniana Nancy Kipron, vencedora da prova feminina da São Silvestre 2013
Djalma Vassão/Gazeta Press
A queniana Nancy Kipron, vencedora da prova feminina da São Silvestre 2013

Os quenianos dominaram amplamente a 89ª edição da São Silvestre. Nancy Kipron foi a campeã entre as mulheres e Edwin Kipsang levou o bi na prova masculina. Sueli Pereira foi a melhor brasileira, terminando na sexta colocação. Feliz com o seu desempenho, a atleta criticou a preparação de suas companheiras, justificando a supremacia africana.

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“As brasileiras precisam competir menos e treinar mais. As quenianas não competem tanto, mas treinam bastante, por isso conseguem vencer sempre”, disse a melhor brasileira na São Silvestre de 2013.

Sueli ainda citou a prova desde ano e o desgaste que as atletas têm com o alto número de competições que participam na temporada.

“Deu para ver que logo nos primeiros quilômetros as quenianas abrindo vantagem, e as brasileiras ficando para trás. Acho que cada brasileira tem que ter um calendário próprio, para treinar e correr bem. Correr muitas provas desgasta bastante. Há quatro anos que eu treino mais e participo de menos competições”, disse Sueli.

Vencedora da São Silvestre, a queniana Nancy Kipron também notou a deficiência das atletas do Brasil na prova. “Acho que nós (quenianas) treinamos melhor que elas (brasileiras)”.

Já Giovani dos Santos, quarto colocado entre os homens, também ressaltou a preparação eficiente dos quenianos. “Os quenianos sempre estão revezando. Você pode ver que na Pampulha eram uns atletas, aqui são outros. Eles não correm tantas provas assim”, afirmou o atleta mineiro.


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