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Em 2012, atletismo nacionall ficou pela primeira vez em 20 anos sem conquistar uma medalha olímpica. Na Rússia, o objetivo é aumentar o número de finalistas

O superintendente da CBAt, Antonio Carlos Gomes, não traça meta de medalhas para Moscou
Divulgação/CBAt
O superintendente da CBAt, Antonio Carlos Gomes, não traça meta de medalhas para Moscou

Há um ano, o atletismo do Brasil passou por um momento histórico, sem que isso signifique algo positivo. Mesmo tendo enviado uma equipe com 35 atletas, a delegação brasileira deixou as Olimpíadas de Londres sem conquistar nenhuma medalha. Foi a primeira vez em 20 anos que esta marca negativa aconteceu no atletismo nacional. E já vacinada contra frustrações como as que ocorreram com Fabiana Murer, Maurren Maggi e Mauro Vinícius da Silva, entre outros, a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) traça metas bastante realistas para o Campeonato Mundial, que começa dia 10, em Moscou.

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“Estamos embarcando com dez dias de antecedência, para que a adaptação de toda a equipe ocorra sem problemas, tanto em relação a fuso horário como a outros detalhes importantes, como alimentação, clima e tempo necessário para que todos façam o trabalho de polimento antes da competição. Tudo para não criar uma pressão excessiva nos atletas”, disse o superintendente de alto rendimento da entidade, Antonio Carlos Gomes.

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Por isso, a opção da CBAt é não criar uma falsa expectativa de bons resultados, especialmente por este ser o primeiro ano do novo ciclo olímpico. “Não traçamos metas de medalhas. Nossa expectativa internamente é colocar o maior número possível de atletas em finais. Só com isso conseguiremos preparar a equipe em alto nível para as Olimpíadas de 2016”, explicou Gomes.

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Mesmo evitando falar em números, a confederação tem suas apostas para o Mundial de Moscou, que acontece entre os dias 10 e 18 de agosto. “Existe uma boa expectativa em relação à equipe do salto com vara, masculino e feminino [Fabiana Murer, atual campeã mundial, Augusto Dutra e Thiago Braz da Silva], a equipe do revezamento 4 x 100 m feminino e o Duda, no salto em distância”, disse José Antonio Fernandes, presidente da CBAt, referindo-se a Mauro Vinícius da Silva, campeão mundial indoor nesta prova em 2012.

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Na equipe que vai à Rússia, composta por 33 atletas, a ausência mais significativa é de representantes no revezamento masculino 4 x 100 m, uma tradição no Brasil nos últimos anos. Isso não preocupa os dirigentes do atletismo brasileiro, no entanto. “Possuímos uma grande tradição em provas de velocidade no masculino, mas hoje passamos por uma fase de transição. Temos bons talentos, mas ainda jovens. Em compensação, nossa equipe feminina é muito boa”, disse Toninho Fernandes, apostando em um bom desempenho do quarteto formado por Ana Cláudia Lemos, Evelyn dos Santos, Franciela Krasucki e Rosângela Santos na pista de Moscou.