Joaquim Cruz completa 50 anos. Relembre a carreira do campeão olímpico

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Último homem do atletismo brasileiro a conquistar a medalha de ouro nas Olimpíadas vive com a família nos EUA e trabalha na formação de jovens atletas

Um dos principais atletas da história do esporte brasileiro completa 50 anos. O aniversariante desta terça-feira é Joaquim Cruz, campeão olímpico dos 800 m rasos nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, e medalha de prata nesta mesma prova quatro anos depois, em Seul.

Joaquim conseguiu triunfar em meio a uma forte geração de corredores de meio fundo. Estavam na mesma safra do brasileiro os ingleses Sebastian Coe, Steve Ovett e Steve Cram, os norte-americanos Johnny Gray Steve Scott e Earl Jones, o queniano Billy Konchellah e o marroquino Said Aouita.

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Joaquim Cruz compete com Edwin Koech (584), Sebastian Coe (359) e Earl Jones (903) pelo ouro nos 800m nas Olimpíadas de 1984. Foto: Tony Duffy/Getty ImagesJoaquim Cruz compete com Edwin Koech (584), Sebastian Coe (359) e Earl Jones (903) pelo ouro nos 800m nas Olimpíadas de 1984. Foto: Tony Duffy/Getty ImagesJoaquim Cruz comemora sua vitória na prova dos 800m dos Jogos de Los Angeles, em 1984. Foto: Getty ImagesJoaquim Cruz disputa os 800m nas Olimpíadas de 1988, em Seul. Foto: Mike Powell/Getty ImagesJoaquim Cruz ficou com a prata nos 800m das Olimpíadas de 1988. Foto: Tony Duffy/Getty ImagesJoaquim Cruz celebra vitória na prova dos 800m no Grand Prix de Atletismo de São Paulo, em 1990. Foto: Mike Powell/Getty ImagesJoaquim Cruz carrega a tocha na cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro. Foto: Harry How/Getty ImagesJoaquim Cruz carrega a tocha na cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro. Foto: Streeter Lecka/Getty ImagesJoaquim Cruz entrega camisa para Dilma Rousseff em 2010. Foto: Buda Mendes/Getty Images

Natural de Taguatinga, no Distrito Federal, Joaquim teve o primeiro contato com o esporte através do basquete. Aos poucos, aproximou-se do atletismo. Até que, aos 18 anos, foi orientado pelo treinador Luís Alberto Oliveira a correr os 800 m. O resultado foi o tempo de 1min44s3 no Trofeu Brasil de Atletismo de 1981, no Rio de Janeiro, estabelecendo novo recorde mundial juvenil.

O desenvolvimento como atleta deu-se nos EUA. Em 1983, Joaquim conseguiu uma bolsa de estudos na Universidade de Oregon e brilhou de imediato. Naquele mesmo ano, venceu os 800 m no torneio universitário norte-americano e conquistou o bronze no Campeonato Mundial de Atletismo, disputado em Helsinque (Finlândia).

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Mas o grande momento da carreira ainda estava por vir. Foi nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984. Durante a maior parte da prova dos 800 m, Joaquim manteve-se em segundo lugar, atrás do queniano Edwin Koech. Na curva final, acelerou o ritmo, assumiu a ponta e cruzou a linha de chegada com cinco metros de vantagem para Sebastian Coe, segundo colocado. Além disso, registrou novo recorde olímpico com o tempo de 1min43s – marca que só viria a ser superada em 1996, nos Jogos de Atlanta.

Quatro anos mais tarde, voltou a subir no pódio olímpico. Desta vez, em Seul, a medalha conquistada foi a de prata. Após ter liderado a prova até a curva final, acabou sendo ultrapassado pelo queniano Paul Ereng.

Nos anos seguintes, as lesões o atrapalharam. Joaquim, que tinha a perna direita dois centímetros mais curta do que a esquerda e competia com tênis especiais, teve problemas no tendão de Aquiles, ficando impossibilitado de disputar as Olimpíadas de Barcelona, em 1992.

Ao se recuperar, passou a competir nos 1500 m. Nos Jogos Pan Americanos de 1995, realizados em Mar del Plata (Argentina), faturou a medalha de ouro na prova. No mesmo ano, ficou em quinto lugar no Campeonato Mundial de Atletismo de Gotemburgo (Suécia).

Nas Olimpíadas de 1996, a terceira que disputou na carreira, foi o porta-bandeira da delegação brasileira na cerimônia de abertura. Mas na prova dos 1500 m da competição, não conseguiu repetir o feito das duas participações olímpicas anteriores e ficou longe do pódio. Era a reta final da carreira – encerrada em janeiro do ano seguinte, no Troféu Brasil de Atletismo, no Rio de Janeiro.

Joaquim vive com a mulher e com os filhos na Califórnia, nos EUA. Aos 50 anos, o último homem do atletismo brasileiro a conquistar uma medalha de ouro nas Olimpíadas permanece perto das pistas. Hoje, trabalha como treinador na formação de novos atletas norte-americanos.

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