Barry Roux apresentou justificativas para a acusação de que a polícia encontrou testosterona e agulhas no quarto do velocista

A definição sobre o direito do velocista Oscar Pistorius, acusado de assassinar a namorada Reeva Steenkamp, em pagar fiança para responder o processo em liberdade ainda será estendida por mais um dia. A manhã desta quarta-feira foi marcada por uma batalha entre o advogado do atleta paralímpico e o promotor do caso.

E mais: Testemunhas ouviram 'gritos de briga' antes de tiros na casa de Pistorius

Uma nova audiência foi marcada para as seis horas da manhã pelo horário de Brasília. Nesta quarta, foram ouvidos o chefe da investigação, Hilton Botha, policiais e fiscais.

Veja: Pistorius chora, diz que namorada morreu em seus braços e que atirou por engano

O advogado de defesa de Pistorius, Barry Roux, conseguiu rebater e apresentar justificativas para as acusações. Uma delas foi feita por uma das testemunhas do caso, que afirmou que a polícia encontrou testosterona e agulhas no quarto do velocista.

Pistorius posa com a namorada na entrada de evento em novembro de 2012
AP
Pistorius posa com a namorada na entrada de evento em novembro de 2012

A explicação do advogado foi de que o conteúdo era usado para fins medicinais e que Pistorius possuía autorização para tanto. "Trata-se de um remédio à base de plantas, ele pode usá-lo e já havia utilizado antes", justificou Roux.

Outra testemunha, citada pelo promotor Gerrie Nel, garantiu ter ouvido uma discussão violenta na madrugada do crime, o que contradiz a afirmação do atleta, que disse ter passado uma noite tranquila com a namorada. Mas para a defesa, a distância da 600m, onde estava a testemunha, não é possível afirmar que os gritos partiram da casa de Pistorius.

Durante boa parte da sessão, Barry Roux apostou em argumentar contra Hilton Botha, pois segundo a defesa, o investigador agiu de maneira incorreta, inclusive na preservação da cena onde ocorreu o episódio.

Botha acabou por admitir que não verificou se havia ligações para assistência médica do celular de Pistorius e que não encontrou nenhuma prova que deixasse a versão de Pistorius inconsistente.

Outra questão abordada no tribunal em Pretório foi o uso ou não das próteses no momento dos disparos. A defesa alega que Oscar Pistorius se sentiu inseguro, pois estava sem as próteses, o que motivou o atleta a atirar. Porém, a promotoria afirma que o ângulo dos disparos indica que foram de cima para baixo. A questão ainda não foi esclarecida.

Em meio à tensão, um momento ainda provocou risadas de alguns dos presentes no tribunal. O promotor Gerrie Nel questionou Hilton Botha sobre sua opinião se Pistorius representava um "risco de fuga", haja vista que se trata de uma figura pública. O investigador respondeu que o atleta poderia sair correndo.


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.