Advogado de Pistorius rebate acusações e sessão no tribunal não é concluída

Por iG São Paulo |

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Barry Roux apresentou justificativas para a acusação de que a polícia encontrou testosterona e agulhas no quarto do velocista

Cena do crime na casa de Oscar Pistorius. Foto: Sky News/ReproduçãoOscar Pistorius deixa a prisão ao lado da irmã na sexta-feira, dia 22 de fevereiro. Foto: APOscar Pistorius conseguiu liberdade sob fiança nesta sexta-feira, dia 22 de fevereiro, e permaneceu imóvel e de cabeça baixa no tribunal . Foto: APFamília de Oscar Pistorius se abraça no tribunal após justiça sul-africana ter concedido liberdade sob fiança ao paratleta. Foto: ReutersDurante a semana, Oscar Pistorius comparece todos os dias ao tribunal em Pretória, na África do Sul. Foto: APNesta quinta-feira, dia 21 de fevereiro, imprensa divulgou que investigador do caso, Hilton Botha, responde processo por tentativa de assassinato . Foto: APNa quarta-feira, dia 20 de fevereiro, promotoria mostrou desenho de planta do banheiro onde Reeva Steenkamp foi morta na semana passada. Foto: ReutersJornais na África do Sul estampam morte da modelo Reeva Steenkamp, que era namorada de Pistorius, em suas capas. Foto: ReutersOscar Pistorius segue preso pela morte da namorada, a modelo Reeva Steenkamp. Ele compareceu ao tribunal nesta terça-feira, dia 19 de fevereiro. Foto: ReutersModelo Reeva Steenkamp foi velada na terça-feira, dia 19 de fevereiro. Mulher levou uma foto dela à cerimônia. Foto: APBarry Steenkamp, pai de Reeva (esquerda), vai ao velório da filha em Pretória, África do Sul. Foto: APAimee e Carl, irmãos de Oscar Pistorius, esperam para mais um dia de procedimentos na corte em Pretoria, nesta terça-feira, sobre a morte da modelo Reeva Steenkamp. Foto: ReutersDo lado de fora, pessoas protestam contra Oscar Pistorius, que teria atirado e matado a namorada em casa. Foto: ReutersOscar Pistorius chora no tribunal, no dia 15 de fevereiro, após ser acusado de matar a namorada. Foto: APVista aérea da casa de Oscar Pistorius. Namorada do corredor paraolímpico foi morta no local. Foto: APCarros de polícia são vistos na entrada do condomínio de Oscar Pistorius na cidade de Pretoria no dia do crime, quinta-feira, 14 de fevereiro. Foto: APCabixbaixo, Oscar Pistorius deixa a delegacia após prestar depoimento no dia da morte da namorada. Foto: APReeva Steenkamp era modelo sul-africana. Foto: DivulgaçãoPistorius posa com a namorada na entrada de evento em novembro de 2012. Foto: APOscar Pistorius comemora sua vitória na prova dos 400 m nas Paraolimpíadas de Londres. Foto: Getty ImagesO sul-africano Oscar Pistorius tornou-se o primeiro atleta a disputar as Olimpíadas e as Paraolimpíadas. Foto: EFEPistorius recebe a medalha de prata, após ser superado pelo brasileiro Alan Fonteles nos 200 m em Londres. Foto: Getty ImagesOscar Pistorius e Alan Fonteles se cumprimentam após a prova dos 200 m nas Paraolimpíadas. O brasileiro levou a melhor. Foto: Getty ImagesOscar Pistorius carrega a bandeira da África do Sul na cerimônia de abertura das Paralimpíadas. Ele também disputou os Jogos Olímpicos, nos 400 m rasos. Foto: Getty ImagesPistorius foi o primeiro atleta biamputado a disputar uma edição das Olimpíadas. Ele participou das semifinais em Londres 2012 nos 400 m. Foto: Getty ImagesPistorius ganhou o prêmio Laureus devido ao seu grande destaque em 2011. Foto: Getty ImagesDetalhe das próteses utilizadas por Oscar Pistorius. O maior problema que ele enfrenta é na largada, para manter o equilíbrio. Foto: Getty ImagesOscar Pistorius competiu no Mundial de Daegu 2011. Foi a primeira vez que um atleta paraolímpico disputou um mundial para atletas sem deficiência. Foto: Getty ImagesPistorius disputou sua primeira prova contra atletas sem deficiência em  2007, em Norwich (Ing), terminando em oitavo lugar. Foto: Getty Images

A definição sobre o direito do velocista Oscar Pistorius, acusado de assassinar a namorada Reeva Steenkamp, em pagar fiança para responder o processo em liberdade ainda será estendida por mais um dia. A manhã desta quarta-feira foi marcada por uma batalha entre o advogado do atleta paralímpico e o promotor do caso.

E mais: Testemunhas ouviram 'gritos de briga' antes de tiros na casa de Pistorius

Uma nova audiência foi marcada para as seis horas da manhã pelo horário de Brasília. Nesta quarta, foram ouvidos o chefe da investigação, Hilton Botha, policiais e fiscais.

Veja: Pistorius chora, diz que namorada morreu em seus braços e que atirou por engano

O advogado de defesa de Pistorius, Barry Roux, conseguiu rebater e apresentar justificativas para as acusações. Uma delas foi feita por uma das testemunhas do caso, que afirmou que a polícia encontrou testosterona e agulhas no quarto do velocista.

AP
Pistorius posa com a namorada na entrada de evento em novembro de 2012

A explicação do advogado foi de que o conteúdo era usado para fins medicinais e que Pistorius possuía autorização para tanto. "Trata-se de um remédio à base de plantas, ele pode usá-lo e já havia utilizado antes", justificou Roux.

Outra testemunha, citada pelo promotor Gerrie Nel, garantiu ter ouvido uma discussão violenta na madrugada do crime, o que contradiz a afirmação do atleta, que disse ter passado uma noite tranquila com a namorada. Mas para a defesa, a distância da 600m, onde estava a testemunha, não é possível afirmar que os gritos partiram da casa de Pistorius.

Durante boa parte da sessão, Barry Roux apostou em argumentar contra Hilton Botha, pois segundo a defesa, o investigador agiu de maneira incorreta, inclusive na preservação da cena onde ocorreu o episódio.

Botha acabou por admitir que não verificou se havia ligações para assistência médica do celular de Pistorius e que não encontrou nenhuma prova que deixasse a versão de Pistorius inconsistente.

Outra questão abordada no tribunal em Pretório foi o uso ou não das próteses no momento dos disparos. A defesa alega que Oscar Pistorius se sentiu inseguro, pois estava sem as próteses, o que motivou o atleta a atirar. Porém, a promotoria afirma que o ângulo dos disparos indica que foram de cima para baixo. A questão ainda não foi esclarecida.

Em meio à tensão, um momento ainda provocou risadas de alguns dos presentes no tribunal. O promotor Gerrie Nel questionou Hilton Botha sobre sua opinião se Pistorius representava um "risco de fuga", haja vista que se trata de uma figura pública. O investigador respondeu que o atleta poderia sair correndo.


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