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Andy Irons aprendeu a surfar na praia mais badalada e fez carreira contra o melhor do mundo

Conheça a trajetória do surfista que morreu aos 32 anos nesta terça-feira. De estilo agressivo foi o maior rival de Kelly Slater, a lenda do surfe

Marcel Rizzo, iG São Paulo |

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Andy Irons nasceu em 24 de julho de 1978, em Kauai, na ilha de Oahu, no Havaí. Não foi à toa então que se tornou um dos grandes surfistas da história. Oahu, ilha onde está a capital do arquipélago (Honolulu), também abriga as praias de Pipeline e Baía de Wimea, no chamado North Shore.  Com suas ondas tubulares, Pipeline está sob um banco de corais que já machucou muitos surfistas. Foi ali que Andy e seu irmão Bruce aprenderam a surfar.

O estilo de Andy foi moldado quando garoto, disputando com o irmão quem daria os maiores aéreos (movimento que o surfista faz como se estivesse saltando da onda). Com 16 anos já era conhecido pelo estilo agressivo com que atacava os adversários em baterias amadoras no Havaí.

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Bruce Irons (esquerda) e Andy comemoram torneio no qual dividiram o pódio na África do Sul, em 2005. Irmãos unidos pelo surfe

Profissional
Em 1998, com 20 anos, conseguiu sua primeira vitória na elite do surfe, em Huntington Beach, nos EUA. Garoto, já era considerado marrento pelos adversários.  Nessa época o mundo já conhecia o talento do norte-americano Kelly Slater, que se tornaria o maior vencedor do Circuito Mundial (o WCT), mas que teria em Irons seu grande rival nos anos seguintes.

Campeão mundial e duelos contra Slater
Entre 1999 2001, Slater, que conquistara os títulos de 94 a 98, não competiu. Foi curtir a vida e os dólares que ganhara sobre as ondas. Em 2002 resolveu voltar a atuar, mas encontrou um rival à altura. Irons venceu quatro etapas do circuito, incluindo a última, em sua terra. Na praia de Pipeline, onde aprendeu a surfar com o irmão mais novo Bruce, Andy  se tornou o melhor do planeta. Slater foi apenas o nono.

Em 2003 a rivalidade entre os dois surfistas chegou ao ápice. Mas também marcou a mudança do estilo de vida de Irons, conhecido nos primeiros anos de circuito como um festeiro e beberrão. No ano de seu segundo título mundial, Andy conheceu a modelo californiana Lyndie, com quem casou. Ela está grávida de oito meses.

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Kelly Slater (esquerda) e Andy Irons em momento raro de descontração no Japão, em 2005 


Na luta pelo bi, Irons viu um Slater melhor preparado, mas o havaiano venceu cinco etapas, incluindo a última, novamente em Pipeline. Finalmente o supercampeão Slater era batido em uma etapa decisiva. Será que surgiria uma nova dinastia?

Para Irons, 2004 seria a confirmação que vencer Slater no auge físico e técnico em 2003 não fora um aborto. O circuito foi mais equilibrado, Andy venceu somente duas etapas e o título chegou no Brasil. Na praia de Imbituba, em Santa Catarina, o australiano Joel Parkinson e Slater falharam e Irons comemorou o tri.

De 2000 a 2010, Irons e Slater se enfrentaram em nove baterias no Circuito Mundial, com seis vitórias de Andy e três de Kelly. O havaiano é o único que pode se gabar de ter vencido mais vezes o melhor da história em confrontos diretos.

Aposentadoria e regresso
Nos quatro anos seguintes, Irons viveu de lances geniais em provas isoladas, o que fez Slater voltar a dominar o circuito. O norte-americano venceu 2005, 2006 e 2008 (2007 foi do australiano Mick Fanning). Mas o havaiano ainda gostava de bater o rival. Em 2006, com Slater já campeão, Andy co venceu na bateria final de Pipeline. Afinal, ali era sua casa. Entre 2002 e 2006 venceu quatro vezes a Tríplice Coroa Havaiana, se tornando o maior vencedor deste torneio, ao lado de outra lenda, Derek Ho.

Em 2008, o surfista anunciou que não disputaria as etapas finais e que pararia por um ano. Em 2009 ele rodou o mundo com a esposa participando de competições esporádicas, acompanhado do irmão Bruce, que encerrara a carreira, Ele sempre foi melhor do que eu, não sei como nunca venceu, dizia Andy sobre o caçula.

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Irons comemora seu último título de uma etapa, no Taiti, em setembro de 2010

Em 2010 Irons resolveu voltar ao circuito. Mas estava mais tranqüilo, principalmente porque sua mulher engravidou. Os embates com Salater voltaram e cada um venceu uma bateria. Irons foi o vencedor da etapa de Teahupoo, no Taiti, em setembro, e saiu da água comemorando como se soubesse que seria a última.

Antes da etapa de Porto Rico, nesta semana, passou mal. Voltando para casa, no Havaí, parou em Dallas. Morreu em um hotel, de causa ainda desconhecida. A família afirma que ele havia contraído dengue hemorrágica, mas há possibilidade de overdose por medicamento.

Filme e surfe comunitário
Ao lado do irmão Bruce, Andy realizada anualmente o Irons Brothers Pinetrees Classic, uma competição para crianças carentes do Havaí. Eles ofereciam treinamento gratuito e premiavam os melhores. Foi em uma competição comunitária, com oito anos, que Andy e Bruce aprenderam a surfar.

Em 2004, o diretor Jack McCoy lançou o filme Blue Horizon, que faz um paralelo entre a vida de Iron, um surfista profissional, e de David Rostovich, um amador que surfafa apenas por hobby. O roteiro conta muita das brigas entre Irons e Slater, o que levou o havaiano a ignorar o filme em um primeoro momento.

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