Publicidade
Publicidade - Super banner
Mais Esportes
enhanced by Google
 

Abertura tem vaias a argentinos e delegação italiana esvaziada

País europeu desfilou com quatro pessoas e presidente Dilma fez breve discurso declarando abertos os Jogos Mundiais Militares

Renan Rodrigues e Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

AE
Pelé foi responsável por acender a pira olímpica no Engenhão
A abertura dos Jogos Mundiais Militares , neste sábado, no Engenhão, começou às 18h10, com mais de duas horas de atraso em relação ao horário divulgado no site oficial. Porém, seria difícil imaginar o mesmo efeito com o dia claro. A presidente Dilma Rousseff e diversas outras autoridades estiveram presentes e viram, além das vaias aos atletas da Argentina e dos Estados Unidos, uma delegação italiana esvaziada, com apenas quatro pessoas, fato relacionado à libertação do ex-ativista político Cesare Battisti pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No fim da cerimônia, que durou pouco mais de duas horas, Pelé acendeu a pira dos Jogos.

Dilma não fez discurso, disse apenas algumas palavras declarando oficialmente aberta a competição: “Boa noite a todos, bem vindos ao Brasil. Declaro aberta a quinta edição dos Jogos Mundiais Militares. Desejo boa sorte a todos. Muito obrigada”.

Para esquentar o público, que esgotou as entradas mas não lotou as arquibancadas do estádio, antes do início da cerimônia houve uma apresentação da esquadrilha da fumaça e muitos gritos do animador de plateia, com direito a coreografia de marmanjos no lugar das conhecidas “cheer leaders”. Chegaram a usar o que foi chamado de “bazuca da paz”, um dispositivo de ar comprimido que lançava brindes para o público.

Às 17h05, o primeiro sinal de coreografia dentro do estádio, com a torcida levantando faixas formando a bandeira do Brasil e a palavra “paz”. Alguns minutos depois, a banda da Marinha entrou no gramado coberto por uma lona preta, com um círculo mais claro e a inscrição quase imperceptível “Rio 2011” ao centro, seguida pelas bandas do Exército, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros (a mais aplaudida quando entrou na arena). As bandas continuaram tocando no centro do gramado até 18h.

Na Tribuna de Honra, autoridades como o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Sorridente, Dilma se sentou ao lado do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e do governador do Rio, Sérgio Cabral, enquanto a banda de Fuzileiros Navais entrou formando figuras no gramado e arrancando muitos aplausos. A contagem regressiva foi anunciada às 18h10, quando começou um rápido show pirotécnico com labaredas surgindo do teto do estádio. Seguindo as marcações na lona, a banda dos fuzileiros formou a inscrição “Rio 2011” e tocou “Hino da Bandeira”, cantado do início ao fim por Dilma.

Com a execução do “Hino Nacional”, igualmente seguido pela presidente, a tenente Sílvia Nobre Wajãpi, primeira mulher indígena das Forças Armadas Brasileiras foi chamada para hastear a bandeira do Brasil. Começaram então projeções com efeitos especiais de alto nível na lona que cobria o gramado. Era a abertura do desfile das delegações de atletas, começando com Afeganistão. Todas foram aplaudidas, até o anúncio da entrada dos atletas da Argentina, bastante vaiados pelo público. A cada país que entrava, o espaço correspondente acendia no mapa projetado na lona.

A delegação do Estados Unidos também não teve uma recepção das mais calorosas. Os militares da Indonésia ganharam o público ao entrar com bandeirinhas do país misturadas com outras do Brasil. Chamou atenção a delegação italiana, que entrou com apenas quatro pessoas. O fato foi claramente um protesto contra a libertação de Cesare Battisti, ex-ativista político condenado por assassinato na Itália e liberado pelos tribunais brasileiros em junho desde ano, o que causou revolta nos italianos. Antes do início dos Jogos Militares, a Itália chegou a cogitar um boicote, para depois divulgar a participação de 160 atletas, mas apenas quatro foram ao desfile na cerimônia de abertura.

O desfile foi fechado pela delegação brasileira, com 268 atletas muito aplaudidos no Engenhão. Dilma, Jobim, Cabral, Silva e Paes bateram palmas de pé enquanto os militares brasileiros passavam em frente à tribuna de honra. Com o mapa mundial completo, a palavra “paz”, tema da cerimônia, foi projetada nas línguas de todas as delegações participantes, formando um desenho em português no fim.

Depois, se iniciou o espetáculo montado por Abel Gomes, cenógrafo e diretor-geral das cerimônias de abertura e encerramento, além do figurinista Chico Espinoza agradou, com uma encenação que envolveu 1.200 estudantes. Em seguida, a banda Paralamas do Sucesso subiu ao palco para tocar apenas uma música, “Soldado da paz”, animando o público com um belo espetáculo de iluminação e do mascote dos Jogos Militares, que desceu de rapel da cobertura do estádio.

Dilma fez o seu breve discurso declarando abertos os Jogos, antes de juramentos dos atletas e de Toquinho subir ao palco para tocar “Aquarela do Brasil”, com uma grande folha de caderno projetada no gramado do Engenhão e fantasias de soldados de papel, que chegaram a sambar ao som de “Brasileirinho”, tocado na sequência pela orquestra. Em seguida, Zizi Possi cantou “A paz”, de Gilberto Gil, com o pombo branco formado pelos dançarinos e pelas projeções no gramado.

Às 20h10, Jadel Gregório, do salto triplo, entrou no gramado carregando a tocha dos jogos, dando início ao revezamento que terminaria na pira localizada ao lado direito da tribuna de honra. Pelé foi o último a receber o “fogo”. Bastante aplaudido, subiu vagarosamente a escadaria branca iluminada e acendeu a pira, que não se apagará até o encerramento dos Jogos Mundiais Militares. A cerimônia ainda contou  com Alcione e Diogo Nogueira no palco armado no Engenhão e foi finalizada com apresentações de Dudu Nobre, do grupo Revelação e com uma queima de fogos.
 

Leia tudo sobre: jogos mundiais militaresabertura

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG