Realizada anualmente, a reunião oficializará a escolha de Paris e Los Angeles como cidades-sede para os Jogos de 2024 e 2028, respectivamente

Em meio ao escândalo de corrupção sobre a escolha do Rio de Janeiro para ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o Comitê Olímpico Internacional (COI) irá se reunir entre os dias 13 e 17 de setembro, no Hotel Westin em Lima, capital peruana. Realizada anualmente, a reunião oficializará a escolha de Paris e Los Angeles como cidades-sede para os Jogos Olímpicos de 2024 e 2028, respectivamente.

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Além disso, a cúpula do COI nomeará dois novos membros ao conselho executivo da entidade, já que o irlandês Pat Hickey renunciou o cargo após confirmarem seu envolvimento em um escândalo de vendas de ingressos nos Jogos Olímpicos do ano passado. A sessão elegerá também outros nove novos membros para o COI.

Cúpula do COI se reúne em Lima em meio a escândalos de corrupção
Greg Martin/IOC
Cúpula do COI se reúne em Lima em meio a escândalos de corrupção

Nuzman fora por corrupção

Outro que está incapacitado de comparecer à reunião é o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, que teve seu passaporte apreendido pela Polícia Federal e foi impedido de deixar o Brasil para a reunião em Lima.

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Ele foi pego em um dos desdobramentos da operação "Unfair Play", que tem o objetivo de desmontar um esquema criminoso envolvendo o pagamento de propina em troca da contratação de empresas terceirizadas por parte do governo fluminense.

As investigações da Lava Jato, que contam com apoio de autoridades francesas, indicam a possibilidade de participação de dono de empresas terceirizadas em suposto esquema de corrupção internacional para a compra de votos para a escolha da cidade do Rio de Janeiro pelo COI como sede das Olimpíadas 2016, “o que ensejou pedido de cooperação internacional com a França e os Estados Unidos”, escreve a PF em nota.

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Os alvos são o empresário Arthur Cérsar de Menezes Soares Filho, conhecido como "Rei Arthur", e o presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Carlos Arthur Nuzman. O Ministério Público Federal aponta "fortes indícios" de que Nuzman "interligou corruptos e corruptores" na compra de votos de membros do COI. 

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