COI se impressiona com evolução das obras para Rio 2016, diz Ministério

Por Marcelo Laguna |

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Comissão do Comitê Olímpico Internacional elogia estágio dos preparativos, mas pede atenção para detalhes envolvendo atletas e público, de acordo com Ricardo Leyser

A última visita da comissão de avaliação do COI (Comitê Olímpico Internacional) ao Rio de Janeiro, em fevereiro, para acompanhar o estágio dos preparativos da cidade para receber os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, trouxe um saldo bastante positivo, em comparação aos vários “puxões de orelha” que o comitê organizador recebeu anteriormente. Mas, a despeito dos elogios públicos feitos inclusive pelo próprio presidente do COI, o alemão Thomas Bach, os brasileiros receberam também uma recomendação: não descuidar dos detalhes na reta final.

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O presidente do COI, Thomas Bach,: satisfeioto com a evolução das obras no Rio
REUTERS/ERIC GAILLARD
O presidente do COI, Thomas Bach,: satisfeioto com a evolução das obras no Rio

“A presidente da comissão de coordenação [a marroquina Nawal El Moutawakel] sempre nos diz que é necessária atenção minuciosa com todos os assuntos, especialmente aqueles que envolvem os atletas e os espectadores”, diz Ricardo Leyser, secretário-adjunto do Ministério do Esporte e designado pelo ministro George Hilton para acompanhar de perto os preparativos dos Jogos de 2016, em entrevista exclusiva ao iG. Segundo ele, a preocupação do COI é que as Olimpíadas alcancem o maior público possível.

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“O COI entende que os Jogos precisam propiciar aos atletas as melhores condições de disputa e ao público a experiência mais gratificante, de modo que os esportes olímpicos arrebanhem mais interessados nos países sede e estimulem à prática esportiva”, explica Leyser, que também destaca os pontos positivos que a última visita da comissão de avaliação.

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Ambientalistas protestaram contra as obras na Marina da Glória e do campo de golfe
Fernando Frazão/Agência Brasil
Ambientalistas protestaram contra as obras na Marina da Glória e do campo de golfe

“Houve progresso nas obras de instalações esportivas, na construção da infraestrutura da cidade, no recredenciamento do laboratório de controle de dopagem e no projeto de revezamento da tocha olímpica, entre outros pontos. A Vila Olímpica, por exemplo, está com 73% de conclusão. De modo geral, deslanchamos em todas as obras”, enumerou o secretário-adjunto.

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“Mesmo no caso do velódromo, em que a construtora tem dificuldade de fluxo de caixa, não é algo que cause preocupação substancial. Em Deodoro, onde há um ano havia preocupações, hoje o ritmo é acelerado, a arena está subindo rapidamente e o circuito da canoagem slalom está com toda a infraestrutura e o contorno da pista prontos. As outras obras no estão em pleno andamento”, completou Leyser. “A comissão também mostrou-se satisfeita por ter havido decisão de o governo federal assumir a responsabilidade pela compra dos equipamentos e materiais esportivos e pela segurança interna nas instalações, dois aspectos que careciam de definição”, explicou o secretário-adjunto.

Obras no campo de golfe para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio: foco de problemas
Divulgação
Obras no campo de golfe para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio: foco de problemas

A decisão do Ministério do Esporte em comprar os equipamentos esportivos para a disputa dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, assumindo um custo que estava previsto no dossiê de candidatura para ser do comitê organizador, é encarado normalmente por Ricardo Leyser. “Na época dos Jogos Pan-Americanos de 2007 o Ministério já havia se incumbido de arcar com a compra dos materiais esportivos que foram utilizados nas competições e, na maioria dos casos, na preparação das equipes brasileiras – esses mesmos materiais, excetuando os itens de consumo, foram utilizados na preparação do Brasil para os Jogos Olímpicos de Pequim”, disse o secretário do Ministério do Esporte.

“A principal motivação, tanto naquela época quanto agora, é o benefício posterior dos equipamentos de uso permanente, que ficarão disponíveis para as modalidades utilizarem nos treinamentos dos nossos atletas e em futuras competições nacionais ou internacionais de cada esporte. Até recentemente, várias modalidades vinham utilizando os equipamentos adquiridos à época do Pan”, afirmou Leyser, confirmando que estes custos ainda estão sendo orçados.

Eventos-testes avaliarão chances do Brasil

Ricardo Leyser, secretário-adjunto do Ministério do Esporte
Divulgação/Ministério do Esporte
Ricardo Leyser, secretário-adjunto do Ministério do Esporte

Previstos para testarem as instalações que receberão os Jogos Olímpicos, os eventos-testes que estão marcados a partir de agosto no Rio de Janeiro também servirão para avaliar as possibilidades dos atletas brasileiros atingirem a meta de levar o país ao top 10 do quadro de medalhas, de acordo com Ricardo Leyser. Responsável pela área de alto rendimento do Ministério do Esporte até o ano passado, ele aguarda com ansiedade a chegada destes eventos.

“Os eventos-teste e os campeonatos mundiais das modalidades neste ano vão oferecer um quadro real sobre o estágio de competitividade dos nossos atletas, mas a julgar pelo desempenho deles em 2013 e 2014, a preparação está no rumo certo”, acredita Leyser. “Isso significa que é necessária atenção aos mínimos detalhes, não só para corrigir aspectos que podem ser melhorados mas principalmente para manter em alto nível a performance das equipes que estão em condições de igualdade com seus concorrentes diretos”, afirmou.

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