Thomas Bach, presidente da entidade, foi o principal alvo dos manifestantes, que protestaram contra as obras da construção do campo de golfe e retirada de árvores na Marina da Glória

O clima ficou pesado para os integrantes do COI (Comitê Olímpico Internacional), no último dia de visitas ao Rio de Janeiro, onde vieram inspecionar os preparativos para os Jogos Olímpicos de 2016. E nem mesmo o alemão Thomas Bach, presidente da entidade, foi poupado pelos manifestantes, que realizaram o ato de protesto em frente a um hotrel na zona sul do Rio, onde o comitê executivo da entidade realizava uma reunião. O principal foco do ato era contra a construção de duas obras polêmicas: o campo de golfe na reserva de Marapendi e a reforma na Marina da Glória, ponto de apoio para as provas de vela, que irá causar a derrubada de mais de 200 árvores.

Manifestantes protestaram em frente a um hotel no Rio de Janeiro, onde ocorreu uma reunião do COI, contra as obras na Marina da Glória e do campo de golfe
Fernando Frazão/Agência Brasil
Manifestantes protestaram em frente a um hotel no Rio de Janeiro, onde ocorreu uma reunião do COI, contra as obras na Marina da Glória e do campo de golfe

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Em um determinado momento, uma ativista não identificada chegou a invadir a recepção do hotel para protestar e foi contida por seguranças. ""O que está acontecendo no segundo andar desse prédio é um roubo contra a sociedade brasileira". disse a ativista, que não se identificou, referindo-se ao local onde Bach dava uma entrevista coletiva. 

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Um pouco antes, o próprio presidente do COI tentou dialogar com os manifestantes, mas foi recebido aos gritos de "assassino da natureza", por causa das obras da construção do campo de golfe na reserva natural de Marapendi e pelo corte de mais de 200 árvores na reforma da Marina da Glória. Diante da reação, o dirigente entrou no hotel.

O presidente do COI, Thomas Bach, observa os manifestantes em frente ao hotel onde o comitê executivo da entidade estava reunido
Fernando Frazão/Agência Brasil
O presidente do COI, Thomas Bach, observa os manifestantes em frente ao hotel onde o comitê executivo da entidade estava reunido


"O que estão fazendo com as reservas ecológicas dessa cidade é um verdadeiro absurdo", disse a manifestante Mariana Abreu, integrante do grupo "Ocupa Golfe", que está acampado em frente à polêmica obra do campo em construção na Barra da Tijuca. Em frente ao hotel, o grupo de 30 manifestantes estendeu faixas acusando o COI por um "holocausto ecológico".


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