Agência mundial antidoping justifica a punição pelo fato do Ladetec ter ficado duas vezes abaixo dos padrões exigidos pela entidade. Laboratório poderá recorrer da decisão

Imagem do projeto final do Ladetec
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Imagem do projeto final do Ladetec

A Wada (sigla em inglês para agência mundial antidoping) não perdoou as seguidas falhas de procedimento do Ladetec, único laboratório do Brasil credenciado pela entidade, e revogou nesta terça-feira suas credenciais. Com isso, na prática o país deixa de ter um laboratório autorizado para realizar os exames antidoping durante a Copa do Mundo do ano que vem e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

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A revogação da credencial entre em vigor a partir do próximo dia 25 de setembro - até então, o laboratório brasileiro encontra-se oficialmente suspenso - e significa de forma prática que o Ladetec está proibido de realizar testes de doping em nome da Wada ou de qualquer outra entidade.

A decisão foi tomada pelo comitê executivo da agência mundial de combate ao doping, que analisou pedido de revisão do processoi diante da suspensão aplicada pela Wada no último dia 8 de agosto. O Ladetec pode recorrer da decisão no prazo de 21 dias na CAS (Corte Arbitral do Esporte) ou poderá escolher pelo processo de recredenciamento, pedindo urgência no processo para o comitê executivo.

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Na última quinta-feira, em entrevista ao iG , o diretor-executivo da ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem), Marco Aurélio Klein, temia pela descredenciamento definitivo , pois desta forma demoraria três anos para que voltasse a ser reconhecido pela Wada. No caso de revogação, o processo é lento também, porém menos do que se tivesse sido descredenciado de forma permanente.

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A Wada tomou a decisão em razão do Ladetec não atende ao Padrão Internacional para Laboratórios (ISL) e por duas vezes ter ficado abaixo dos padrões mínimos exigidos pela entidade. A primeira suspensão ocorreu em janeiro de 2012 e antes de ser reintegrado, os dirigentes do Ladetec asseguraram que ações corretivas necessárias teriam sido tomadas para evitar uma repetição dos problemas.

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Em sua argumentação para defender o credenciamento do Ladetec, o governo brasileiro, através da ABCD, justificou que o laboratório será um dos maiores legados dos Jogos de 2016, por se tratar de uma estrutura permanente, ao contrário do que ocorreu com laboratórios em Pequim 2008 e Londres 2012, que eram localizados em instalações provisórias.


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