Eduardo Paes reconhece que existe um déficit no número de acomodações na cidade, em relação à demanda exigida pelo evento

Reuters

Prefeito do Rio, Eduardo Paes, participou da abertura da visita da comissão de coordenação do COI no Rio
Divulgação/Rio 2016
Prefeito do Rio, Eduardo Paes, participou da abertura da visita da comissão de coordenação do COI no Rio

No primeiro dia de reuniões com autoridades do COI (Comitê Olímpico Internacional), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), reconheceu nesta segunda-feira que está preocupado com as acomodações em hotéis da cidade para os Jogos Olímpicos de 2016.

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Mas o prefeito destacou que o déficit é "pequeno", de 700 acomodações, em relação à demanda de 15.000 acomodações extras na Barra da Tijuca, local onde se concentrará grande parte da Olimpíada.

"As coisas estão caminhando bem, você tem sempre preocupações relacionadas a prazos à medida que o tempo vai passando, mas eu acho que nestes três dias a gente vai mostrar que está caminhando super bem", disse Paes a jornalistas sobre a visita de representantes do COI.

"É claro que tem pontos de atenção e que demandam mais preocupação, como o tema da acomodação, especialmente número de acomodações na Barra da Tijuca", explicou. O prefeito disse que o Rio já conseguiu ampliar a oferta de acomodações na Barra para 14.300. "Estamos trabalhando para acabar com esse gap, que hoje é de 700 acomodações", afirmou. Para suprir a demanda de hotéis durante a Olimpíada está previsto o uso de navios para hospedagem.

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A visita de três dias do COI inclui reuniões técnicas e uma inspeção do estádio do Maracanã, que está sendo reformado para a Copa do Mundo de 2014 e que servirá como palco das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas.

"O que vamos mostrar para eles é que não há mistério na preparação do Brasil, e sim muito trabalho da parte da prefeitura, governo estadual e federal", disse o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

Sem orçamento

O prefeito do Rio disse que o orçamento das Olimpíadas ainda não está fechado, porque há obras de infraestrutura que não estão com seus projetos finalizados.

"Noventa por cento daquilo que depende do orçamento da prefeitura todo mundo já conhece. As obras já foram licitadas e estão avançadas. Os outros 10 por cento ainda estamos fazendo projetos executivos", disse.

Ele explicou que é difícil especificar o que são obras para a Olimpíada e o que são obras consideradas um legado para a cidade. Segundo o prefeito, a questão do orçamento não tem sido cobrada pelo COI.

Veja imagens das instalações que serão utilizadas nas Olimpíadas do Rio, em 2016:

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