Estremecidos, COI e Agência Mundial Anti-doping planejam conferência

Por Reuters |

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Ideia é aprimorar o controle do uso de drogas e outras substâncias por parte de atletas

Reuters

O Comitê Olímpico Internacional (COI) está planejando uma conferência sobre o papel da Agência Mundial Anti-doping (Wada na sigla em inglês) no aprimoramentos do controle de drogas, num momento em que os laços do organismo de vigilância com federações internacionais e comitês olímpicos nacionais vêm se deteriorando.

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A Wada, criada por iniciativa do COI em 1999, tem sido um alvo de críticas veemente de muitas federações, incluindo o sindicato internacional de ciclismo (UCI na sigla em inglês), sobre o que afirma ser um registro pobre de dopings.O entrevero com a UCI se tornou especialmente amargo desde que o ex-ciclista norte-americano Lance Armstrong, vencedor de sete Voltas da França, confessou usar doping e perdeu seus títulos.

Os dois lados passaram os últimos meses mergulhados em uma guerra de palavras, na qual a Wada questiona o comprometimento do UCI com a transparência em um escândalo que abalou o mundo esportivo. "A data ainda não foi decidida e não se acordou nenhuma pauta", disse uma autoridade do COI à Reuters, neste sábado, a respeito dos planos da conferência. "Houve acordo sobre a ideia em si".

A fraude de Lance Armstrong obrigou o COI a buscar alternativas contra o doping

Lance Armstrong confessou doping em entrevista a Oprah Winfrey na televisão. Foto: APLance Armstrong se interessou por esportes logo cedo. Em 1988, aos 17 anos, competia em provas de triatlo. Foto: Getty ImagesLance começou no ciclismo aos 21 anos. Foto: Getty ImagesLogo no começo da carreira, aos 25 anos, Armstrong anunciou que estava com uma grave doença. Ele tinha câncer nos testículos e tumores no pulmão e no cérebro . Foto: Getty ImagesAntes do diagnóstico, ele já tinha competido e vencido etapas da Volta da França, como esta, em 1995. Foto: Getty ImagesO norte-americano deixou as pistas para se tratar, fez quimioterapia e voltou a competir em 1998. Médicos disseram que ele tinha apenas 40% de chance de sobreviver. Foto: Getty ImagesRecuperado, Lance Armstrong competiu na Volta da França em 1999 e assumiu a liderança da competição. Foto: Getty ImagesCiclista veste a camisa amarela de líder da Volta da França, em 1999. Foto: Getty Images1999 foi a primeira Volta da França vencida por Lance Armstrong. Ele faturou todas as edições na tradicional prova até 2005. Foto: Getty ImagesArmstrong recebe a visita do filho Luke durante etapa da Volta da França em 2001. Foto: Getty ImagesEntre as conquistas da tradicional prova francesa, o ciclista foi medalha de bronze na prova de estrada nas Olimpíadas de Sydney, em 2000. Foto: Getty ImagesEm 2001 e já dono de três títulos da Volta da França, ciclista dá lançamento inicial em jogo de beisebol do New York Yankees . Foto: Getty ImagesLance levou a sua bicicleta para Bush, então presidente dos EUA, também em 2001. Foto: Getty ImagesFora das pistas, Lance Armstrong foi casado com a cantora Sheryl Crow. Foto: Getty ImagesEm 2003, ele levou o prêmio Laureus de melhor esportista do ano. Foto: Getty ImagesAos 34 anos e com três filhos, ele faturou a Volta da França pela sétima vez e se despediu da competição. Foto: Getty ImagesAinda em 2005, Lance Armstrong teve seus primeiros problemas com doping. Foto: EFEO norte-americano se afastou do esporte depois do sétimo título e seguiu com campanhas e sua instituição para vítimas de câncer. Foto: Getty ImagesDurante a pausa na carreira, Lance disputou a maratona de Nova York, em 2006. Foto: Getty ImagesO ciclista ainda voltou a competir em 2009. Foto: Getty ImagesO atleta seguiu ainda no ciclismo até 2011. Foto: Getty Images

Na semana passada, John Fahey, chefe da Wada, também exortou outras modalidades, como tênis e futebol, a fazer mais para lutar contra o doping. Fahey disse ainda que a organização deveria começar a buscar novas fontes de financiamento na própria indústria esportiva, ao invés de depender do COI e de governos, que pagam uma taxa igual para cobrir o orçamento anual de 26 milhões de dólares.

Dick Pound, ex-chefe da Wada e membro do COI, também criticou o que diz ser uma relutância do Comitê Olímpico Internacional para retestar amostras de Olimpíadas passadas que poderia expor trapaças jamais descobertas com novos métodos de detecção.

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