Melhor estrutura de treinamento e desenvolvimento de atletas estão entre os fatores que as empresas julgam serem capazes de proporcionar

Unilever: 7 títulos da Superliga nos últimos 15 anos
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Unilever: 7 títulos da Superliga nos últimos 15 anos

Fortalecimento de marca, maior visibilidade e aumento da fatia de mercado. Esses são alguns dos resultados positivos que as empresas que têm investido no esporte olímpico brasileiro nos últimos anos estão colhendo. E elas consideram que o negócio é igualmente atraente do outro lado. Há retorno também para as modalidades com as quais se relacionam.

“O investimento de grandes marcas proporciona maior estrutura aos clubes para formação e manutenção de atletas em alto nível, com maiores condições de defender o Brasil em competições mundiais como as Olimpíadas”, diz Julio Campos, vice-presidente da Unilever, que patrocina uma equipe de vôlei feminino há 15 anos.

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O que se observa dentro das quadras de vôlei comprova o sucesso desta parceria. Desde 1997, quando passou a contar com o apoio da empresa, o time ganhou sete vezes a Superliga e foi vice-campeão em outras quatro oportunidades.

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A BM&F também vê ganhos evidentes para as modalidades que apoia. A relação com o esporte teve início em 1988, com a criação do prêmio Ouro Olímpico. Mas foram nos últimos dez anos que o investimento teve aprofundamento, com a fundação de um clube de atletismo. E os resultados têm agradado.

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“A primeira questão que a gente olha é o desenvolvimento dos atletas, principalmente em modalidades que tinham portas fechadas no Brasil há um tempo”, afirma Sonia Favaretto, diretora de sustentabilidade da BM&F. “O salto com vara é um exemplo. Quando começamos a investir, ninguém falava desta modalidade. Hoje, tem uma campeã mundial (Fabiana Murer) e, mais do que isso, atletas no núcleo de formação. Esse tipo de retorno qualitativo é importante”, completa.

Ouro da seleção feminina em Londres foi a mais recente conquista do vôlei brasileiro
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Ouro da seleção feminina em Londres foi a mais recente conquista do vôlei brasileiro

As chances de aparecimento de resultados positivos e conquistas de medalhas de atletas brasileiros é amplificada quando se existe o patrocínio de empresas fortes. É essa a opinião de José Avelar Matias Lopes, gerente executivo de marketing esportivo do Banco do Brasil.

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“Sem dúvida isso ajuda. Nos últimos 22 anos, as modalidades esportivas que apoiamos conquistaram 22 medalhas olímpicas, sendo sete ouros, dez pratas e cinco bronzes, além de títulos mundiais”, argumenta José Avelar, referindo-se aos feitos das equipes de vôlei e de vôlei de praia. Esse investimento é feito pelo Banco do Brasil desde 1991 e se estendeu para atletas de outras modalidades nos últimos anos como Gustavo Kuerten no tênis, Robert Scheidt na vela e Felipe Nasr no automobilismo.

A história dos Correios no esporte é bastante semelhante. O início também aconteceu em 1991, com investimento nas modalidades aquáticas. Nos últimos anos, incluiu também o futsal, o tênis e o handebol. Gerente de patrocínio da organização, Luciana Ramos da Silva vê esse tipo de apoio como imprescindível e determinante para a conquista de resultados positivos.

"É nosso patrocínio que possibilita a realização de todos os campeonatos e ligas nacionais, contribuindo para o crescimento do esporte e a revelação de novos talentos", afirma Luciana.

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