"Estão sonhando alto", diz Magic Paula sobre meta do COB para Rio 2016

Ex-craque do basquete afirma que país precisa melhorar gestão no esporte se quiser ficar entre os dez no quadro de medalhas e cita vôlei como exceção

Luís Araújo - iG São Paulo* |

Divulgação
Magic Paula: ex-craque do basquete trabalha atualmente na formação de atletas

O objetivo do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) para as Olimpíadas de 2016 já está traçado: terminar a competição que terá como sede o Rio de Janeiro entre as dez primeiras posições no quadro de medalhas. Para Magic Paula, uma das maiores jogadoras da história do basquete e que hoje trabalha com a formação de atletas, a meta é ousada. Principalmente porque o trabalho para que isso se torne realidade já deveria ter começado.

O Brasil ficará entre os dez primeiros no quadro de medalhas em 2016? Comente

“Quatro anos é pouco tempo”, afirmou a ex-jogadora, durante evento realizado na última quarta-feira em um shopping da Zona Sul de São Paulo. “Acho que estão sonhando alto, e têm mais é que fazer isso para tentar buscar essa projeção. Mas que o processo está atrasado, está. Vamos mais uma vez com o imediatismo”, completou.

No último ciclo olímpico, o Brasil investiu cerca de R$ 1,4 bilhão na preparação dos atletas que participaram dos Jogos de Londres e somou 17 medalhas. O valor é superior ao que gastaram os britânicos, que investiram aproximadamente R$ 1 bilhão e conquistaram 65. 

E mais:  Mesmo com dinheiro, esporte brasileiro esbarra em falta de planejamento

Dinheiro, como se observa, não é problema. Para que os resultados desejados pelo COB sejam alcançados em 2016, Paula julga que é necessário corrigir aquele que ainda é o principal problema do esporte no país: a gestão.

"Quando alguém dá o recurso, tem que saber de que forma isso vai ser utilizado. Falta esse monitoramento e colocar metas a serem atingidas. E faltam também pessoas qualificadas para administrar isso", declarou Paula.

Acesse o blog Espírito Olímpico

Na visão da ex-craque de basquete, há uma modalidade que é exceção a essa regra e deveria servir de exemplo para as demais. "O vôlei está à frente por causa da gestão. A CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) enxerga o esporte como indústira, como empresa, como algo rentável, colocando os melhores profissionais à frente de tudo que faz. Esse é o grande diferencial: tratar a modalidade como produto. Se for valorizado, o esporte vai ter retorno, exposição de mídia e atrair investimento", analisou.

*Com colaboração de Bruno Fávero

    Para receber as notícias de Esportes envie igesportes para 49810 . 10 dias sem custos * * Após este período, custo de R$ 0,31 + imp. por mensagem recebida.
    Leia tudo sobre: Magic PaulaCOBRio 2016BasqueteVôlei

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG