Maquiagem, roupas justas e unhas feitas dão feminilidade às musas do esporte

Mesmo com uniforme, cabelo preso e suor das competições, mas mulheres não deixam de se cuidar e de encantar nas quadras, piscinas e pistas

Aretha Martins - iG São Paulo |

Quem é a musa do vôlei brasileiro? Ou do atletismo? E a mais bela das piscinas? Os marmanjos de plantão podem se derreter com belas como Sheilla em ensaios sensuais , mas elas também conseguem encantar até em quadra, com uniforme e cabelo preso. O iG conversou com mulheres de vários esportes para saber o segredo de se manter linda até durante as competições.

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“Toda mulher tem que se cuidar. Quase todo mundo joga maquiada, por exemplo, e tem que ser dessa maneira mesmo. Você tem que se sentir bem”, resume Jaqueline, ponteira da seleção brasileira de vôlei e do Sollys/Nestlé. “Para mim, o essencial é sempre passar rímel e estar com as unhas bem feitas. Pode ver, está sempre impecável”, comenta.

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Jaqueline é mestre no assunto maquiagem. “Ela sempre me maquiava no vestiário, mas agora ela me ensinou e já faço tudo sozinha. Ela é ótima. Nas viagens, indica o que comprar, qual rímel usar para dar volume, qual para alongar, qual pincel tem que ter”, explica Camila Brait, líbero do time de Osasco.

“Sou vaidosa e assumida mesmo. Adoro meus cremes”, completa Jaqueline, que nem sempre foi vista com bons olhos por isso. “Não sei porque, mas as meninas começaram a se maquiar de um ou dois anos para cá. Antes, me olhavam feio e ficavam comentando porque sempre fui assim. Agora acho que as mulheres ficaram mais vaidosas e eu adorei isso”.

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Se Jaqueline é a responsável pela maquiagem, Camila Brait é quem cuida das unhas. “Tenho um estojo até grandinho com alicate, várias cores de esmaltes e já me perguntaram se iria levar para a viagem”, diz ela pouco antes do embarque do Sollys/Nestlé para Doha, para disputar o Mundial de Clubes.

O trabalho é em equipe também no vestiário. Até o técnico Luizomar de Moura já se acostumou com tanta vaidade. “Se antes tinha que dar uma hora para elas ficarem prontas para o jogo, agora tenho que dar uns 15 minutos a mais. Mas não me incomodo, pelo menos elas estão trabalhando juntas e um time é isso”, conta o treinador.

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E há truques para deixar o visual em dia e encantar mesmo em uma partida de cinco sets. “Tem que ser tudo a prova d’água e tomar cuidado na hora de secar o rosto. Sempre tem uma toalha carimbada”, se diverte a central Thaísa. “Isso tudo é para gente se sentir bem. A gente fica suada, gritando o tempo todo, ainda mais eu, com a minha cara de brava, se não passar nada, vou parecer um monstro”, continua.

Divulgação
Ana Claudia exibe olhos pintados nas entrevistas

A mesma regra vale no atletismo. Ana Claudia Lemos faturou dois ouros no Pan-Americano de 2011 e logo ganhou o status de musa. Ela também está no time das vaidosas. “Sempre uso brincos, maquiagem levinha e faço alguma coisa no cabelo. Tudo para estar bem apresentada”, fala a velocista. “Já usei faixa no cabelo, rabo e gosto muito de usar trança, mas não posso usar sempre só quem sabe fazer é a Sara (Santos, atleta do salto com vara) e ela nem sempre está comigo nas competições”, conta Ana Claudia.

No vôlei, o uniforme também ajuda a deixar as mulheres ainda mais femininas. “Adoro os uniformes, sempre coladinhos, apertadinhos. É bonito também para quem está vendo porque são mulheres bonitas, que tem corpo bonito”, afirma Jaqueline.

Entretanto, as roupas, principalmente de treino, nem sempre agradam as mulheres. A nadadora Fabíola Molina aproveitou a sua vaidade e das companheiras para fazer negócio. “Você não precisa usar o uniforme no clube também no treino e eu queria algo diferente. Queria algo sem ser aquele preto ou azul marinho e até por isso criei a marca. É bom pode escolher uma estampa, uma cor porque você já está de cabelo preso, óculos, touca e nada disso favorece”, afirma.

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A coleção de Fabíola Molina também tenta ajudar outro problema das nadadoras: as marcas de sol. Com os treinos em piscina aberta é inevitável ficar com marcas dos trajes. “Dá para treinar com o sunquíni, que são duas peças. Se treinar todos os dias de maiô e depois quiser ir à praia, não vai dar. Vai ficar aquela barriga branca. O sunquíni tem a alça fininha e marca menos”, explica. E ela até recebe encomendas e leva peças da coleção para colegas de piscina durante competições internacionais.

Vale até cirurgia em nome da vaidade

ig
Thaísa é vaidosa, carrega tatuagens na pele e já fez cirurgia no nariz e nos seios

Thaísa compete com Jaqueline como a mais vaidosa da equipe de vôlei do Osasco. E ela já encarou a mesa de cirurgia para se sentir melhor. “Eu sou árabe e tinha aquele ossinho no nariz. Aquilo me incomodava de um jeito... Eu não gostava nem de me assistir jogando porque sempre me pegam de perfil e eu me achava horrível”, lembra a central.

Em 2009, ela conversou com José Roberto Guimarães, técnico da seleção feminina de vôlei, e pediu uma fola para fazer uma rinoplastia. E ainda criou coragem e incluiu mais uma operação. “Já que ia operar, comecei a pensar em colocar silicone. Não sabia o que o Zé ia falar. Liguei para ele e disse: ‘Zé, vou fazer o nariz, posso fazer o seio também’. Ele respondeu que sim e me deu a maior força. O nariz era o foco, mas que bom que ele liberou e fiz os dois. Hoje sou mais feliz e me sinto muito mais bonita”, afirma a jogadora, que colocou 450 ml de silicone em cada seio.

Cirurgia assusta companheiras da central, mas elas não descartam a possibilidade de alguma intervenção. “Eu até tenho o nariz grandinho, mas tenho muito medo de cirurgia”, fala Sheilla. “No futuro, quem sabe. Depois de engravidar, se o peito cair... Antes disso, não”.

“Quando eu ficar mais velha, vou fazer. Acho legal mulheres que fazem botox, que colocam peito quando precisa. Quando começar a cair ou aparecerem umas ruguinhas, eu vou fazer. A mulher tem que se sentir bonita, mas não pode exagerar”, opina Jaqueline.

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