Presidenta Dilma Rousseff lança nesta quinta-feira o Plano Brasil Medalha 2016, para incentivar evolução do país no quadro de medalhas para os Jogos do Rio de Janeiro

O judoca Felipe Kitadai, broze em Londres, poderá ser um dos beneficiados com o novo Bolsa Pódio
Alaor Filho/AGIF/COB
O judoca Felipe Kitadai, broze em Londres, poderá ser um dos beneficiados com o novo Bolsa Pódio

A presidenta Dilma Rousseff lança nesta quinta-feira, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, às 15 horas, o Plano Brasil Medalha 2016. O programa prevê a liberação de R$ 1 bilhão para o Ministério do Esporte, aí incluídos os pagamentos das novas Bolsas Pódio no valor de até R$ 15 mil para os atletas que estão entre os 20 primeiros no mundo em suas modalidades individuais e que estão em condições de participar da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

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Com o novo programa, o governo sonha ver o Brasil alcançar a meta de ficar entre os dez primeiros no quadro de medalhas nas próximas Olimpíadas. Vale lembrar que nos recém-encerrados Jogos de Londres 2012, o Brasil ficou em 22.º lugar. Nas Paralimpíadas, o objetivo no Rio de Janeiro é sair do sétimo lugar alcançado em Londres e chegar à quinta posição.

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Os recursos de R$ 1 bilhão serão aplicados até 2016, não só na preparação do atleta e das equipes multidisciplinares, mas também na construção de centros de treinamento, compra de equipamentos esportivos e assinatura de convênios com Confederações para desenvolvimento de modalidades olímpicas.

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Outro novidade no Plano Brasil Medalha 2016 será a mudança nos pagamentos da Bolsa Pódio. Hoje o governo paga uma Bolsa Atleta de até R$ 3,1 mil para quem disputa as Olimpíadas. Dos 17 medalhistas do Brasil, dez eram bolsistas nos Jogos Olímpicos. Para serem beneficiados, os atletas deverão estar classificados entre os 20 melhores do ranking mundial de sua categoria. O levantamento dos rankings será fornecido pelas respectivas confederações.

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Hoje existem cinco categorias de bolsas, que variam de R$ 370 a R$ 3,1 mil. O judoca Felipe Kitadai, que ganhou medalha de bronze em Londres, por exemplo, que era considerado atleta de categoria internacional e não categoria olímpico, recebia apenas R$ 1,85 mil de bolsa. A partir de agora, ele poderá pleitear a bolsa pódio de R$ 15 mil.

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O número de Bolsas Pódio a ser distribuído para os atletas só será definido em janeiro de 2013, quando as Federações definirão a lista dos futuros beneficiados. As bolsas são concedidas para o ciclo olímpico, para o período de quatro anos, só que a renovação do pagamento do benefício é anual.

Com o novo programa, não só o atleta, mas seu técnico, preparador físico, nutricionista e outros profissionais que trabalham em sua preparação podem receber ajuda do governo para torná-lo um medalhista em 2016. 

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