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Brasil visa superar recorde e atrair negócios com Paralimpíadas do Rio

Comitê Paralímpico Brasileiro quer aproveitar bom desempenho em Londres para atrair patrocinadores e desenvolver esporte no país

BBC | - Atualizada às

BBC

Divulgação
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, recebe a bandeira paralímpica, na cerimônia de encerramento dos Jogos de Londres

O Brasil quer superar nos Jogos do Rio 2016 o recorde de medalhas obtido nos Jogos Paralímpicos de Londres e, para isso, atrair investimentos da iniciativa privada e despertar a atenção para o tema da acessibilidade no país, segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

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Os para-atletas conquistaram uma inédita sétima colocação no quadro de medalhas - tendo obtido um recorde de 43 medalhas, sendo 21 de ouro, 14 de prata e 8 de bronze -, uma subida de duas posições em relação aos Jogos de Pequim 2008. Em Londres, o Brasil ficou atrás, respectivamente, de China, Rússia, Reino Unido, Austrália, Ucrânia e Estados Unidos.

A meta para os Jogos da Rio 2016 é alcançar a quinta posição. ''O ponto central da nossa mensagem para os Jogos Paralímpicos é de paixão e transformação. Nós faremos Jogos Paralímpicos excelentes, despertaremos atenção e mudaremos a postura das pessoas em relação a temas ligados à acessibilidade no Rio e em outras partes do país'', disse à BBC Leonardo Gryner, executivo-sênior do comitê organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos.

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Muitos dos 182 para-atletas brasileiros que participaram dos Jogos ganharam - ou reforçaram - status de ídolo, como os corredores Alan Fonteles e Terezinha Guilhermina, o maratonista Tito Sena, o nadador Daniel Dias - vencedor de seis medalhas de ouro na competição -, e os futebolistas Jefinho e Ricardinho.

Trajetória

Gryner conta que o caminho do Brasil para a Paraolimpíada começou em 1999, quando o país pleiteou sediar os Jogos Panamericanos de 2007. Na ocasião, o Rio foi escolhido para abrigar a competição e para sediar também o Parapan - os Jogos Paraolímicos Panamericanos - a primeira vez que as duas competições foram realizadas em uma mesma cidade.

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''Os Jogos Paralímpicos se tornaram um evento de grande sucesso, tivemos estádios cheios. Apesar de que os estádios eram menores do que os que usaremos em 2016, eles permitiram que compreendêssemos quais as necessidades dos Jogos Paralímpicos.''

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Pouco após os Jogos Panamericanos e o Parapan, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) foi incumbido pelo então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, de criar um plano de longo prazo para o desenvolvimento do esporte paralímpico no Brasil. No período de quatro anos entre os Jogos de Pequim 2008 e Londres 2012, o CPB foi capaz de dobrar o investimento no esporte paralímpico no país, que passou de R$ 77 milhões para R$ 165 milhões.

''Nós atraímos mais parceiros ao longo dos anos, e temos uma relação melhor passando por todas as três esferas do governo. Espero que essa tendência continue'', disse à BBC Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Gety Images
Daniel Dias foi o principal destaque individual do Brasil nas Paralimpíadas de Londres, ao conquistar seis medalhas de ouro

Parcerias

Entre parcerias firmadas pelo CPB participam o governo federal, por meio do Ministério dos Esportes, a Caixa Econômica Federal, o grupo Infraero, a Prefeitura do Rio de Janeiro e o governo do Estado de São Paulo. O acordo estabelecido com o Estado de São Paulo vale R$ 5 milhões e o firmado com a Prefeitura do Rio é de R$ 2 milhões.

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O plano comercial para a Paralimpíada será divulgado neste ano pela equipe comandada por Parsons. O dirigente esportivo se disse entusiasmado com o fato de que os principais patrocinadores dos Jogos Olímpicos de 2016 também manifestaram interesse em investir nos Jogos Paralímpicos de 2016.

A lista de patrocinadores inclui a fabricante de automóveis japonesa Nissan e as companhias Bradesco, Bradesco Seguros, Claro e Embratel. A Nissan fornecerá mais de 2 mil veículos adaptados para os atletas competindo na Rio 2016.

'Sabor brasileiro'

''Temos grande expectativa para os próximos quatro anos, em termos de dinheiro de patrocinadores para os Jogos Paralímpicos', disse Parsons, que é contrário à ideia, defendida por algumas autoridades do mundo esportivo, de que os Jogos Olímpicos e os Paralímpicos sejam fundidos em um único evento. ''Nós preferirmos ter nossos próprios Jogos do que ser uma parte menor de outra competição.''

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O dirigente afirma que os Jogos de Londres ''estabeleceram um padrão elevado, mas temos que contrapor oferecendo algo muito original. Teremos o sabor brasileiro, que fará a coisa diferente. Mas o que aprendi em termos de Paralimpíadas aqui em Londres é a importância de promover os Jogos. É por isso que foram vendidos mais de 2,4 milhões de ingressos.''

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