De volta às origens do nascimento do movimento paralímpico, a capital britânica vê nesta quarta-feira a abertura dos Jogos que terão um número inédito de atletas participantes

EFE

O velódromo do Parque Olímpico de Londres, com o símbolo das Paralimpíadas, que começam nesta quarta
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O velódromo do Parque Olímpico de Londres, com o símbolo das Paralimpíadas, que começam nesta quarta

O movimento paralímpico volta nesta quarta-feira ao Reino Unido, lugar onde nasceu há mais de 60 anos, com os Jogos de Londres 2012, que serão os maiores da história, em público presente e atletas participantes. Os XIV Jogos Paralímpicos, que acontecerão entre 29 de agosto e 9 de setembro na capital britânica, terão o recorde de 4.200 atletas envolvidos e 166 países representados em 20 esportes.

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Alem disso, faltando poucas horas para que a chama olímpica acenda a pira do Estádio Olímpico de Stratford, na cerimônia de abertura, os ingressos para o evento estão quase esgotados. Até o momento, a organização dos Jogos já vendeu mais de 2,3 milhões de entradas, das 2,5 milhões totais do evento. De qualquer forma, o público total dos Jogos Paralímpicos de Londres baterá o recorde de 1,8 milhões de espectadores de Pequim 2008, até agora o maior da história.

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O êxito dos Jogos Olímpicos e a grande expectativa da população britânica fizeram sair de cena as preocupações que surgiram antes da abertura do evento londrino mais recente, especialmente no que diz respeito a segurança e transporte. Londres 2012 significarão o retorno as origens do movimento paralímpico, que teve seus primeiros Jogos disputados 64 anos atrás, em Stoke Mandeville, uma pequena cidade a oeste da capital britânica.

No mesmo dia da inauguração dos Jogos Olímpicos de Londres em 1948, sir Ludwig Guttman organizou sua própria competição destinada aos soldados britânicos que sofreram lesões medulares na Segunda Guerra Mundial. A partir daí, o esporte paralímpico evoluiu e ganhou adeptos, até que nos Jogos de Roma em 1960, foi incluído na competição oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI).

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Em homenagem a estas origens, na noite desta terça-feira, as quatro chamas paralímpicas, que foram acesas na semana passada na Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, se unirão em Stoke Mandeville, de onde a tocha iniciará seu trajeto final rumo ao Estádio Olímpico de Stratford.

A atleta Terezinha Guilhermina, do atletismo, treina para as Paralimpíadas de Londres
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A atleta Terezinha Guilhermina, do atletismo, treina para as Paralimpíadas de Londres

A cerimônia de abertura dos Jogos terá como anfitriã a rainha Elizabeth II. Pelo Brasil, o representante máximo do Governo será o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo. Com o título de "Enlightenment" (Ilustração, em português), a cerimônia de abertura acontecerá amanhã às 15h30 (horário de Brasília). Cerca de quatro mil voluntários participarão da festa, que ainda terá espetáculo aereo produzido por uma organização beneficente do Reino Unido que treina a pessoas incapacitadas para ser pilotos.

O Brasil participará da edição dos Jogos Paralímpicos de Londres 2012 com uma delegação numerosa. No total, serão 182 atletas, sendo 115 homens e 67 mulheres e 16 acompanhantes de atletas (atletas-guia, calheiro e timoneiro). Também fazem parte da delegação brasileira quatro tratadores de cavalos, 31 profissionais da área da saúde e 86 oficiais técnicos e administrativos.

Em Pequim 2008, o Brasil enviou 188 atletas e conquistou um total de 47 medalhas, sendo 16 de ouro, 14 de prata e 17 de bronze. Entre os destaques da deleção brasileira, estão os nadadores Daniel Dias, Clodoaldo Silva e André Brasil, além de Lucas Prado e Terezinha Guilhermina, ambos do atletismo.

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Entre os voluntários estarão antigos atletas paralímpicos, soldados feridos e crianças de diferentes bairros do leste de Londres, onde se concentram a maioria de instalações olímpicas. "Uma celebração espetacular do espírito inspirador destes Jogos", definem os organizadores. O acendimento da pira, um dos principais segredos da cerimônia, marcará o início de 11 dias de competição, nos quais atletas com deficiência visual, incapacidade física e intelectual e paralisia cerebral lutarão pelas mais de 500 medalhas de ouro em disputa.

Depois da festa, os Jogos estarão abertos e a disputa terá início, e mesmo com menor reconhecimento, esses atletas mostrarão nas próximas duas semanas terão completado o lema dos Jogos de Londres: "Inspira uma geração".

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