Com a retirada da classe Star do programa dos Jogos Olímpicos, velejador encerra parceria com Bruno Prada e volta a competir sozinho

Agência Estado

Scheidt e Prada não devem continuar juntos para os Jogos do Rio 2016
Gazeta Press
Scheidt e Prada não devem continuar juntos para os Jogos do Rio 2016

O velejador Robert Scheidt tem um grande desafio pela frente. Com a retirada da classe Star do programa dos Jogos Olímpicos , Scheidt encerra a parceria com Bruno Prada e volta a competir sozinho na classe Laser. O atleta, que possui 10 títulos mundiais e 3 medalhas olímpicas apenas na Laser - classe em que competiu durante 16 anos - afirma estar motivado. "É claro que vou precisar de alguns meses de adaptação e vou ter que ter mais cuidado com o meu corpo, pois é uma classe que requer muito preparo físico, mas se eu pensasse que não teria chance, não faria", disse.

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Apesar de ter bagagem e experiência na classe Laser, o atleta afirma, que junto de grandes nomes do esporte, vai participar ativamente da pressão para que a classe Star volte às Olimpíadas. "Ter a Star no Rio de Janeiro seria um grande show. É um pecado não tê-la", enfatizou.

Após vencer 12 competições entre as 14 que participou de 2011 até a última Olimpíada, a dupla formada por Scheidt e Bruno Prada chegou a Londres como a favorita ao ouro, mas terminou a competição em terceiro lugar. "É uma mistura de sensações. A primeira foi de frustração, porque a gente perdeu uma posição no último dia na medal race, fomos de segundo pra terceiro. Infelizmente não foi a medalha que queríamos, mas acho que tivemos um excelente resultado", afirmou.

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Scheidt conta que alguns fatores externos como a condição dos ventos e do mar, muitas ondas, correnteza, vento forte, além de adversários bem preparados, influenciaram no resultado. "Alguns erros aconteceram, não foi uma semana perfeita, mas acho que o esporte é assim, principalmente a vela, que tem sempre fatores muito fora do nosso controle, mas o saldo final foi positivo", disse.

Quanto ao apoio dado aos atletas pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) durante as Olimpíadas de Londres, Scheidt é só elogios. "Se for comparar o que a gente tinha em 96 e o que a gente tem agora, o nível de apoio aos atletas de alto rendimento da equipe olímpica é muito superior. O COB realmente apoiou muito dessa vez", contou.

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No processo de preparação para 2016, Scheidt pretende participar de competições menores e intensificar o treinamento a partir do ano que vem, competindo em torneios internacionais. "Laser exige agilidade, flexibilidade e resistência, e não tanta explosão muscular", explicou. Segundo ele, o treinamento consiste em natação, bicicleta e cuidado com lesões.

O atleta conta que uma das preocupações para os Jogos do Rio é quanto à poluição da Baía de Guanabara, local das provas da vela na próxima Olimpíada. Suas expectativas para os Jogos do Rio são de uma competição com ventos fracos. "A raia de saída será difícil para velejar por conta das condições climáticas", disse. No entanto, Scheidt afirma que conhecer o local da prova, como é o caso dele, traz grandes vantagens.

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O velejador enxerga a conquista de uma medalha olímpica como um projeto de longo prazo. "Não dá pra formar um atleta em quatro, cinco anos. Os que estão preparados para a próxima Olimpíada são os que participaram dessa", disse.

Como estímulo ao preparo dos atletas, Scheidt é a favor da vinda de esportistas de outros países ao Brasil nos próximos quatro anos. "O intercâmbio que vai haver com atletas estrangeiros vindo treinar no Rio é uma ótima oportunidade para que os velejadores brasileiros treinem em seu próprio país", afirmou.

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