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02/10 - 13:58, atualizada às 19:28 03/10

Brasil prevê crescimento econômico e 2 milhões de empregos gerados com os Jogos

Governos federal, estadual e municipal terão de bancar cerca de 73% dos gastos previstos com a organização da Olimpíada

Por Mário André Monteiro, do iG Esporte

SÃO PAULO – A realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro deve gerar uma série de benefícios socioeconômicos significativos para o Brasil, para o Estado fluminense e, principalmente, para a cidade. Os efeitos de melhoria vão desde a expansão de serviços até a maior arrecadação de impostos e criação de milhares de vagas de empregos.
 

De acordo com o resultado de uma pesquisa feita pela Fundação Instituto de Administração (FIA) da Universidade de São Paulo (USP), encomendada pelo Ministério do Esporte, a previsão é de que o impacto dos Jogos na economia brasileira chegue a R$ 102 bilhões.

O orçamento projetado inicialmente é de R$ 25,9 bilhões, que serão cobertos pelos governos federal, estadual e municipal, além da injeção de valores do Comitê Organizador dos Jogos – que capta verbas do COI, de patrocinadores e da iniciativa privada.

Desse total, R$ 21 bilhões sairão dos cofres públicos – cerca de 81% – e estão divididos em três partes iguais. De acordo com a assessoria da secretaria especial dos Jogos, R$ 7 bilhões já estão sendo investidos no Rio através do PAC da mobilidade, que, entre outros projetos em andamento, proporcionará a melhoria do transporte público do município, como o metrô.

Outros R$ 7 bilhões estão programados para serem utilizados até 2014, ano em que acontece a Copa do Mundo no País; e o último montante será investido até 2016, no ano dos Jogos Olímpicos.

Ainda segundo o estudo, para cada dólar investido, outros US$ 3,26 adicionais seriam gerados até 2027. Ou seja, mais que o triplo. Além disso, é estimado que até o ano da Olimpíada sejam criados 120 mil empregos por ano, passando para 130 mil a cada um dos dez anos seguintes. Em números absolutos, seriam mais de 2 milhões de vagas de emprego. Até o ano da Olimpíada, cerca de 720 mil vagas serão criadas, ao passo que 1,3 milhão apareceriam até 2026.

Dos 55 setores da economia que poderão se beneficiar, destacam-se o da construção civil (10,5%), serviços imobiliários e aluguel (6,3%), serviços prestados às empresas (5,7%), petróleo e gás (5,1%), serviços de informação (5,0%), e transporte, armazenagem e correio (4,8%).

Esses investimentos já estavam programados mesmo com a derrota do Rio de Janeiro em Copenhague. Porém, as instalações esportivas não entrariam na ação, somente a área de infraestrutura da cidade. A conclusão da pesquisa da FIA mostra que o retorno em impostos, somados os valores das arrecadações municipal, estadual e federal, corresponderá a 40% dos gastos públicos.

Para o presidente do Comitê de Candidatura Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, os resultados do estudo só reforçam o poder de transformação da cidade e do país com a realização da Olimpíada. "Esta é a prova do quanto um evento desta magnitude pode trazer de benefícios para toda a população. Estamos certos de que o projeto Rio 2016, além de acrescentar diferencial ao Movimento Olímpico, marcará positivamente a trajetória socioeconômica do Brasil", destacou.

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